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Alckmin já dá pistas sobre 2018: Planalto

Governador paulista assume discurso de evidente viés nacional e prepara ofensiva para fazer frente à atual hegemonia de Aécio Neves no PSDB

Por Brasil 247

Reeleito no primeiro turno nas eleições deste ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixa transparecer em discursos e ações que seu projeto político para 2018 será mesmo a disputa presidencial. A interlocutores, sempre tem se referido a São Paulo num contexto nacional e enaltecido ou trabalho que resultou no desmonte de redutos petistas no Estado.

O tucano, que foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições de 2006, destaca que conseguiu reverter a vantagem petista em 13 municípios. O único bastião vermelho, segundo mapas à mão em uma gaveta que comparam seu desempenho em cada um dos 645 municípios nas eleições de 2010 e 2014, é a cidade de Hortolândia.

Segundo Alckmin, em 2010 ele foi derrotado em todos os lugares que tinham assentamento de reforma agrária, especialmente no Noroeste Paulista. “Fizemos um programa para compra da produção agrícola, melhoramos as estradas… Fiz diversas visitas a esses lugares”, disse, segundo o jornal Folha de S. Paulo, ao enumerar as ações que reverteram a vantagem dos adversário na região.

Alckmin trem destacado ainda que muitos Estados e prefeituras vão ter problemas fiscais. E ressalta que tem feito ajustes permanentes para manter as contas em ordem.

Os passos de Alckmin vão na direção de um confronto interno com o mineiro Aécio Neves (PSDB), derrotado na eleição presidencial deste 2014. O senador trabalha para se manter em evidência e segurar a vaga de candidato do partido ao Palácio até 2018.O clima amistoso, porém, não deve dar lugar à beligerância antes de 2016.

Apesar das gentilezas com a presidente Dilma Rousseff, o tucano paulista faz uma análise crítica de sua gestão. Diz, ainda segundo a Folha, ter ficado surpreso com a descrença de investidores internacionais e que 2015 não será “o caos”, mas será novamente um ano de “crescimento na casa de 1%”, o que é “o mesmo que dar um passo atrás”.

No início deste mês, em uma roda de tucanos após evento do PSDB com Aécio, Ackimin teria dito que está preocupado com alguns setores da economia. “A agricultura se segura. Para eles, o empecilho é o preço, mas mesmo com a seca, teve recorde de produção. O problema é a indústria.”

A conversa teria ocorrido após viagem a Nova York em busca de financiamentos. Alckmin voltou feliz exibindo seu “triple A”, uma espécie de atestado de liquidez para o Estado.

Para ter chance de fazer frente a Aécio, no entanto, ele espera entregar uma série de obras não concluídas neste mandato. A crise da água, no entanto, é seu desafio mais urgente.

Alckmin sabe que Aécio tem a hegemonia no PSDB, mas diz que “quatro anos, em política, são quatro séculos”: “Estou mais animado hoje do que quando me elegi prefeito de Pindamonhangaba aos 23 anos”, advertiu, aos risos.

Foto: Ivan Longo 

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