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Feira de empreendedores negros marca último final de semana do “Novembro Negro”

A atividade faz parte do evento comemorativo de sete anos do Sarau Elo da Corrente que, ao longo do ano, realizou vários debates sobre a afrodescendência no Brasil

Por Brasil de Fato 

Artesanato, vestuário, alimentos, entre outros segmentos produzidos por empreendedores negros estarão em exposição neste domingo (30), último dia do conhecido “Novembro Negro”, mês lembrado por várias mobilizações e celebrações pelo Dia da Consciência Negra.

A feira integra a Mostra Negra Consciência, atividade comemorativa dos sete anos do Sarau Elo da Corrente que, ao longo do ano, realizou diversos encontros para debater a cultura, produção e história afro-brasileira.

Reduzir os efeitos da invisibilidade da produção protagonizada por negros e negras no país é um dos propósitos da feira. Entre os participantes está a marca de roupa Deeanto, que circula pelas periferias desde 2011, com ilustrações que representam a África, o samba ou ícones da resistência negra, como Zumbi.

Também haverá tendas de livros com a Ciclo Contínuo Editorial, representada por Marciano Ventura, e exposição de bonecas negras artesanais, de Nega Fulô, cujos brinquedos buscam subverter estereótipos e combater o preconceito racial.

Paralelamente à feira, atrações musicais acontecerão durante todo o dia. Pioneiro do soul music no Brasil, com 71 anos de carreira Gerson King Combo, se apresentará ao lado da Banda Supergroove. A banda Aláfia, Ba Kimbuta e Samba do Congo são outras atrações da atividade que objetiva contemplar a periferia na programação das festividades do Dia da Consciência Negra que, geralmente, concentram-se no centro da cidade.

“Nossa programação está baseada em um dos eixos do nosso trabalho, que é fomentar e pesquisar a cultura negra e, por isso, escolhemos atrações que representam essa estética e esse discurso. Seja na feira temática com empreendedores negros, nos grupos que privilegiam a musicalidade negra, seja no samba, no funk-soul e no rap. Além disso, a ideia é promover atrações do bairro para incentivar a produção artística local”, diz Michel Yakini, um dos organizadores do sarau e da Mostra.

Neste ano, encontros debateram temas como as rodas de danças tradicionais, ciência, tecnologia e inovação afrodescendente e a vida e obra de Abdias do Nascimento. A relação entre a literatura negra e literatura periférica também foi um dos temas discutidos.

A programação será realizada no mesmo local do sarau (Rua Jurubim, altura do número 780), em Pirituba, Zona Oeste de São Paulo.

Foto: reprodução/Facebook 

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