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Em Santos, a pergunta que não cala: Quem matou Ricardo?

População sairá às ruas nesta terça-feira (25) em memória de Ricardo Ferreira, o auxiliar de limpeza que foi assassinado misteriosamente no ano passado depois de ter sido ameaçado por policiais 

Por Redação 

Mais de um ano se passou desde que o auxiliar de limpeza Ricardo Ferreira, 30, morreu e, até agora, seus assassinos não foram identificados. Essa dificuldade em indicar os culpados pode ter uma justificativa: a principal suspeita é que ele tenha sido morto por policiais militares. Na luta por justiça e em memória à vítima, o Movimento Mães de Maio, em parceria com estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) promove, nesta terça-feira (25), a caminhada “Quem matou Ricardo?”.

A concentração será no campus da Baixada Santista da Unifesp, onde Ricardo trabalhava, e percorrerá as ruas de Santos. Os manifestantes pretendem “rebatizar” as ruas da região com o nome da vítima e, no final, lançar balões de ar em sua homenagem.

O caso 

Em 31 de julho de 2013, Ricardo Ferreira Gama, na época com 30 anos, fumava em frente a um prédio abandonado que fica do lado da Unifesp, onde trabalhava como auxiliar de limpeza. Um grupo de policiais o abordou e, de forma violenta, mandaram ele sair dali. Ricardo, então, retrucou e acabou sendo agredido no rosto para, em seguida, ser arrastado para o interior do prédio abandonado. Cerca de 40 pessoas testemunharam e registraram o episódio em vídeo.

Depois de algum tempo, os policiais disseram às testemunhas que levariam o auxiliar de limpeza ao 1º Distrito Policial. Mas ele foi, na verdade, encaminhado à Santa Casa, onde foi convencido pelos PMs a não registrar a ocorrência.

Horas depois, Ricardo voltou ao trabalho e disse para as pessoas não registrarem o crime que presenciaram pois já tinha passagem pela polícia e estava com medo de perseguições. Registros da Secretaria de Segurança Pública, no entanto, revelam que a vítima nunca tinha cometido algum crime.

Menos de dois dias depois, na madrugada de sexta-feira (2 de agosto), Ricardo foi assassinado a tiros. Segundo o Boletim de Ocorrência, homens em uma moto teriam o alvejado quando saia do trabalho, na Unifesp.

Até hoje ninguém foi preso.

CAMINHADA “ONDE ESTÁ RICARDO?”

Terça-feira (25/11), a partir das 17hs

Concentração no campus da Unifesp – Baixada Santista (Rua Silva Jardim, 136)

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