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Rua Coimbra agora é, oficialmente, patrimônio do povo boliviano em SP

A prefeitura vai regularizar a feira da rua onde 90% dos moradores são imigrantes bolivianos; “trata-se de uma grande conquista para a diversidade cultural da cidade”, afirmou o coordenador de políticas para migrantes 

Por Ivan Longo 

O povo boliviano em São Paulo, assim como os paulistanos e todos aqueles que vivem na cidade, serão agraciados com uma importante iniciativa para a pluralidade cultural na maior metrópole da América Latina. A prefeitura vai regularizar a Rua Coimbra e a feira que acontece no local como patrimônio dos imigrantes bolivianos.

Localizada próxima à estação Bresser do Metrô, a rua Coimbra é o principal ponto de encontro da população boliviana na cidade, onde estão concentrados comércios, residências, feira de música, comida típica, etc. 90% dos moradores da rua são oriundos do país latino-americano e a cultura boliviana já está lá estabelecida de maneira sólida e permanente.

Com o objetivo de fortalecer os laços com o país vizinho, valorizar sua cultura e dar condições para que seu povo expresse livremente seu modo de viver pela cidade, a prefeitura assinará, nesta terça-feira (18), a portaria que regulariza a feira na rua. Com a regularização, a rua passará a ser fechada aos sábados e domingos, receberá investimentos para reforma e infraestrutura e será completamente revitalizada.

“Isso já significa muito para a cidade, porque lá tem famílias, tem crianças que frequentam a rua. Antes passava carro, caminhão e era corriqueiro haver acidentes. Agora, não terá mais”, afirmou o coordenador de políticas para migrantes da secretaria municipal de Direitos Humanos, Paulo Illes.

Além da infraestrutura, Illes destacou o aspecto simbólico da regularização. “Isso dá toda uma valorização para a comunidade. É liberdade para o povo boliviano. Trata-se, na verdade, de algo parecido com o que foi feito na Feira da Liberdade. Com a regularização, foi possível organizar o local, de maneira que seja frequentado tanto por imigrantes quanto por brasileiros ou outros turistas”, destacou. “O reconhecimento da feira vem como uma forma de reafirmação de identidades e reafirmação de povos”, completou.

O coordenador também adiantou ao SPressoSP que todo o investimento na rua será com o foco de transformá-la, mais do que já é, em uma rua tipicamente boliviana. “Amanhã um arquiteto apresentará um projeto de requalificação, e esse projeto será pautado em um conceito totalmente boliviano, de arquitetura boliviana. Terá até um portal e um totem na entrada”, disse.

A prefeitura informa, de acordo com dados fornecidos pela Polícia Federal, que há hoje, somente na cidade de São Paulo, 90 mil imigrantes bolivianos regularizados. Estimativas internas da gestão municipal, no entanto, apontam para 300 mil imigrantes.

A regularização da rua e da feira acontecem nesta terça-feira (18), a partir das 10h, em ato oficial na secretaria municipal de Direitos Humanos, na Rua Libero Badaró, 119, no auditório.


Foto: Bolívia Cultural 

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