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Contra o retrocesso, periferia está com Dilma

Em ato realizado em Itaquera, coletivos, movimentos sociais e principalmente a juventude periférica declararam apoio à presidenta; nomes do funk, do rap e do hip-hop deixaram o seu recado. Confira no vídeo como foi 

Por Ivan Longo, com produção de Davi Andres 

Às 17h da última segunda-feira (20), a Praça Brasil, na Cohab II, em Itaquera, já estava completamente tomada pela cor vermelha. Nem a garoa que começou a cair desanimou as mais de 4 mil pessoas que estavam presentes e que, desde o início da tarde, entoavam cantos e gritos de apoio à Dilma enquanto a esperavam.

Juventude do funk, rap e hip-hop estão com Dilma. (Foto: Fora do Eixo)
Juventude do funk, rap e hip-hop estão com Dilma. (Foto: Fora do Eixo)

Dezenas de movimentos sociais e coletivos das periferias da zona leste da capital prepararam um manifesto de apoio à reeleição da candidata petista com inúmeras pautas que gostariam que a presidenta abraçasse. Entre elas, o fim dos autos de resistência, criminalização da homofobia, fim do genocídio de juventude negra e periférica e reforma política. E assim foi feito. Lideranças de todos esses movimentos, que vão desde coletivos de teatro até oficinas de funk e hip-hop, entregaram o documento pessoalmente à presidenta que, no seu discurso, se comprometeu com todas essas demandas.

“Nós não podemos aceitar manifestações de preconceito e discriminação contra quem quer que seja. Vamos lutar contra os autos de resistência, contra esse morticídio”, afirmou a presidenta, que apontou outras pautas. “Assim como eu tenho o compromisso de lutar contra a violência que vitima a mulher, contra a homofobia. Temos que criminalizar a homofobia.  E o plebiscito quando? Já! Por que sem plebiscito não garantimos uma reforma política.”

Antes de Dilma, diversos outros políticos, artistas e moradores da periferia foram ao placo para declarar o seu apoio. O ex-presidente Lula esteve presente e, em sua fala, pediu para que Dilma não descesse ao nível de Aécio Neves (PSDB).

“Em toda a minha carreira política eu nunca vi um candidato à presidência da República desrespeitar tanto uma presidenta, chamando-a de mentirosa e leviana. Não desça ao nível deles, Dilma”, disse.

A presidenta, também citou os tucanos em sua fala. “O PSDB é, em seu princípio, meio e fim, elitista. Eles nos entregaram o governo com 11.400.000 desempregados. Éramos recorde de desemprego no mundo. Hoje temos a menor taxa de desemprego e maior numero de empregados com carteira assinada entre os países do G20”, afirmou.

Jean Wyllys, Dilma, Lula e Haddad. (Foto: Fora do Eixo)
Jean Wyllys, Dilma, Lula e Haddad. (Foto: Fora do Eixo)

Quem também falou foi o prefeito Fernando Haddad. Ele afirmou que os tucanos não gostam de gente empregada, e que é por isso que falam tão mal do PT. Haddad lembrou como a gestão municipal vem olhando para as periferias e que esse é o principal foco de seu partido. Como resposta, a juventude de Itaquera cantou para o prefeito “Haddad, amigo, São Paulo está contigo”.

O deputado federal reeleito pelo PSOL no Rio de Janeiro, Jean Wyllys, não hesitou em, mais uma vez, declarar publicamente o seu voto em Dilma. Ele lembrou os programas de inclusão social para justificar seu posicionamento. “Quando eu estudava na Universidade Federal da Bahia, há mais de 15 anos, eu era o único da minha sala que trabalhava e usava transporte público. Não tinha nenhum negro. Esses dias fui até lá dar uma palestra e fiquei muito feliz com o que vi: Uma universidade plural e colorida (…) Não podemos retroceder”.

O deputado federal Jean Wyllys com Dilma (Foto: Fora do Eixo)
O deputado federal Jean Wyllys com Dilma (Foto: Fora do Eixo)

Diversos artistas, principalmente ligados ao rap, funk e hip-hop, fizeram questão de subir ao placo para falar por que que apoiam Dilma. Emicida, Tulipa Ruiz, Lirinha, Fino Du Rap, Fioti, Galático, Sérgio Vaz e Negra Li estavam entre eles.

“A gente quer um Brasil plural e a Dilma é a continuidade disso. Infelizmente o Aécio não tem sensibilidade pra compreender a resistência desse outro Brasil [da periferia], muito menos trabalhar pra que ele continue vivo. Achei foda a Dilma falando sobre fim de auto de resistencia. To emocionado e isso aqui foi histórico. Nunca estive tão convicto”, afirmou, empolgado, o rapper Emicida.

Confira como foi o ato:

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