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“Problema pontual”: 380 mil famílias sem água em SP

Apesar da tentativa da Sabesp de ocultar e minimizar racionamento, CPI investiga queixas de abastecimento

Por Redação 

A presidenta da Sabesp, Dilma Pena, disse na semana passada que investiga as queixas de falta d’água em diversos pontos da capital, mas seguiu afirmando que não há racionamento e que o problema é “pontual”. Ela foi interrogada em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da câmara dos vereadores que apura problemas no abastecimento de pelo menos  2% do total de clientes atendidos pela Sabesp, o que representa cerca de 380 mil famílias.

O Sistema Cantareira, que atende cerca de 8 milhões de pessoas entre capital e região metropolitana, atingiu nesta terça-feira (14) o nível mais baixo de sua história: 4,5%. Porém, O governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB) vem afirmando, desde a campanha eleitoral, que as reservas técnicas do Sistema Cantareiras são suficientes para suprir o abastecimento até começarem as chuvas e garante que não falta e nem faltará água. O corte no abastecimento, no entanto, já é uma realidade para moradores de diversos bairros da capital.

Campinas 

Em Campinas, no bairro Campo Belo, a situação de escassez é ainda pior. Moradores relatam que, como se não bastasse a falta d’água nas torneiras, falta também até água engarrafada ou em galão, para comprar.

A solução encontrada pela população foi pegar água em uma fonte da cidade vizinha, Itupeva. Um morador da região, Vanderley Oliveira, registrou a fila formada pelas pessoas em torno da fonte para pegar água.

“A fonte fica a oito quilômetros da minha casa, levei dois galões. Mas tinha gente com oito, 10 e garrafas pet”, contou ao portal G1.

Moradores com garrafas para pegar água na cidade vizinha (Foto: Vanderley Oliveira)
Moradores com garrafas para pegar água na cidade vizinha (Foto: Vanderley Oliveira)

 

 

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