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Sabesp sabia do risco no Cantareira desde 2012, afirma MP

Documento enviado pela companhia à Bolsa de Nova York mostra que o perigo de desabastecimento era conhecido há dois anos. Porém, a única preocupação da empresa foi avisar os investidores sobre o impacto do problema nas finanças

Por Redação

O risco de desabastecimento do Sistema Cantareira era conhecido pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) desde 2012. É o que afirma um relatório enviado pela empresa à Bolsa de Nova York, alertando investidores sobre o impacto nas finanças diante da possibilidade de estiagem a partir de abril deste ano.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8) pelo promotor Rodrigues Sanches Garcia, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) de Campinas, do Ministério Público Estadual. “Secas, o programa de redução de consumo de água ou outras medidas podem resultar em uma diminuição significativa no volume faturado de água e as receitas dos serviços”, dizia o relatório da companhia há dois anos.

Em entrevista coletiva, em Piracicaba, Garcia informou que o documento foi incluído no inquérito civil que apura a crise no sistema. “A Sabesp nos colocou claramente que água é um negócio e o Sistema Cantareira responde por 73% de sua receita”, observou. Segundo ele, a companhia não fez nada para minimizar a situação.

Quatro promotores e o procurador da República Leandro Lares Fernandes falaram sobre o risco de a crise se prolongar até o fim de 2015 e afirmaram que a Sabesp captou mais água do que o autorizado no local. Além disso, a promotora Alexandra Faccioli Martins lembrou que, desde julho, o grupo de trabalho que acompanha a crise não emitia comunicados sobre o problema. “O período coincidiu com o de pior cenário, com vazão de afluência 32% abaixo da menor até então registrada”, alertou.

Foto de capa: Divulgação/Sabesp

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