Haddad faz trabalho de Alckmin
Diante da crise hídrica, o prefeito decidiu abrir poços artesianos emergenciais para garantir o abastecimento de equipamentos municipais – tarefa que é de responsabilidade do governo do estado
Por Redação
Graças à falta de planejamento da Sabesp e do governo estadual, que não construíram novos reservatórios para garantir abastecimento em períodos de escassez, o estado de São Paulo corre o iminente risco de ficar sem água. O prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), no entanto, optou por não esperar mais um plano de captação de Alckmin e nem por São Pedro, e decidiu perfurar poços artesianos por toda a cidade para casos de emergência. A ideia é que a possível falta de água não afete equipamentos públicos essenciais, como creches e hospitais.
A Secretaria de Coordenação vai contratar uma empresa para perfurar poços em cada uma das 31 subprefeituras da cidade através de um modelo mais rápido. “São para casos de emergência. Com esse modelo, conseguimos fazer um poço em 20 dias”, explica o engenheiro José Carlos Masi, assessor técnico de obras e serviços da secretaria. Cada poço custa em média R$15 mil.
As subprefeituras realizaram um levantamento dos locais onde poderiam ser perfurados os poços, mas eles não serão construídos imediatamente. “Foi o prefeito quem nos pediu esse levantamento em função dessa crise de estiagem. A ideia é não precisar usar, mas precisamos ter uma alternativa nas mãos caso seja necessário”, afirmou o engenheiro. “Assim que a subprefeitura comprovar a necessidade de um poço, acionamos a empresa contratada, que ficará encarregada de obter a licença ambiental, a outorga e construir o poço”, finalizou.
Para construir os poços, é necessário uma autorização do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e uma licença da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), órgãos do governo estadual.
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