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Padilha para Alckmin: “Eu fiz o ‘Mais Médicos’; o atual governo, o ‘Mais Roubos’

Segurança pública e crise de água são principais pautas, mas candidatos gastam perguntas e tempo com temas que não são estaduais. Skaf apela para discurso belicoso: “Não se ganha guerra nenhuma com a tropa desestimulada”

Por Igor Carvalho

Nesta segunda-feira (25), o SBT realizou o segundo debate com candidatos ao governo de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), postulante à reeleição, foi o alvo principal mais uma vez.

Participaram do debate o atual governador, Alexandre Padilha (PT), Paulo Skaf (PMDB), Gilberto Natalini (PV), Gilberto Maringoni (PSOL), Laercio Benko (PHS) e Walter Ciglioni (PRTB).

O primeiro bloco, com perguntas entre os candidatos,  começou com uma tabela entre Ciglioni e Alckmin para atacar o governo federal. O primeiro perguntou ao governador sobre a entrada de armas e drogas pelas fronteiras, um problema que, obviamente, não será de responsabilidade do futuro gestor do estado.

A medida foi recorrente durante o debate. O expediente voltou diversas vezes com diferentes debatedores, como em uma pergunta de Maringoni a Padilha sobre desmilitarização e unificação das polícias, que não dependem da atuação do governador.

Mais uma vez, Skaf foi interpelado por Benko sobre o seu voto para presidência. Novamente o empresário se esquivou e declarou voto no seu partido, o PMDB, evitando falar sobre Dilma Rousseff (PT), que encabeça a chapa com Michel Temer, colega de partido do presidente da Fiesp.

Água e violência

Segurança Pública foi o tema mais debatido. Padilha voltou a defender o seu projeto e atacou Alckmin: “Hoje nós vivemos o hiper roubo, eu fiz o ‘Mais Médicos’, o atual governo o ‘Mais Roubos’”.

Skaf, por sua vez, usou o discurso belicoso, provando que sua intenção é investir no estado punitivo e na cultura do medo. “Não se ganha guerra nenhuma com a tropa desestimulada”, afirmou o empresário.

Alckmin insistiu na defesa da Polícia Militar, principalmente quando Padilha afirmou que a corporação é responsável por assassinar negros nas periferias. “A Polícia de São Paulo não é assassina, é firme e legalista”, defendeu o tucano

Perguntando pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, sobre o projeto que veta a utilização de máscaras nos protestos, Alckmin afirmou que vai sancioná-lo. “Uma coisa é manifestação, outra coisa é violência. Polícia de São Paulo é firme nesse trabalho.” Obrigado pelo regulamento a comentar a questão, o candidato Paulo Skaf, ainda parecendo comandar uma tropa no Vietnã na década de 60, afirmou que faltou “comando ao governador nas manifestações.”

Condenando a violência nas ruas sempre que podia, Skaf não conseguiu responder porque um de seus conselheiros nesta área é justamente o ex-secretário de Segurança Pública de Alckmin, Antonio Ferreira Pinto. “Quem será o governador serei eu, não será ninguém.”

Perguntado sobre a crise de água em São Paulo, Padilha afirmou que não adotaria um racionamento, caso eleito, mas “investiria em obras que o governo deixou de fazer, para ampliar a capacidade de armazenamento”.

Alckmin, comentando a resposta do petista,  voltou a jogar para os céus e, novamente, culpou a estiagem pela falta de água em São Paulo. Padilha respondeu ao governador: “Seus argumentos não enchem a caixa d’água de ninguém”. No mesmo bloco, Maringoni afirmou que “é preciso reestatizar a Sabesp.”

Gafe

Maringoni, perguntando ao candidato Benko, metaforicamente afirmou que tem sido “assaltado” nas estradas paulistas, se referindo aos pedágios. Não percebendo o uso do recurso do candidato do PSOL,  Benko começou a falar sobre os roubos cometidos no estado e o possível número maior desse índice, se os assaltados denunciassem mais em delegacias.

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