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Manifestação em defesa da Palestina percorre ruas do centro de SP

A caminhada seguiu pela Líbero Badaró, passou pela Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco e continuou até a Praça da Sé 

Por Claudia Costa / CSP-Conlutas

A terceira manifestação unificada de São Paulo para repudiar o massacre promovido por Israel contra o povo palestino percorreu as ruas do centro da capital no final da tarde desta segunda-feira (4). Com concentração no Theatro Municipal, aproximadamente 1.5 mil pessoas tremulavam suas bandeiras, levantavam faixas e entoavam palavras de ordem como “Estado de Israel, Estado assassino! E viva a luta, do povo palestino!”.

A caminhada seguiu pela Líbero Badaró até a Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco, e continuou em direção à Praça da Sé, chamando a atenção da população local.

As denúncias contundentes das entidades que falaram no ato mostraram a indignação generalizada com o massacre. “É preciso dizer que o estado de Israel é um Estado fascista, que impõe um verdadeiro apartheid como ocorria na África do Sul”, acusou a representante da Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) Socorro Gomes.

A representante da CSP-Conlutas, Camila Lisboa, uma das 42 metroviárias demitidas pelo Governo Alckmin após a greve da categoria, defendeu a ampliação das manifestações. “Não podemos aceitar essa matança absurda que ocorre em Gaza, temos de ampliar esse levante que começa a acontecer em todo o mundo contra esse genocídio”.

Resgatando o nome das duas ocupações que homenageiam o povo palestino, Faixa de Gaza e Nova Palestina, a representante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Ana Paula Ribeiro, comparou o massacre que sofrem os sem teto durante os despejos e na luta pela moradia com o massacre que vêm sofrendo o povo palestino fruto dos ataques de Israel na luta por uma Palestina livre. “Por isso”, finalizou: “Mexeu com o formigueiro de lá, mexeu com o formigueiro daqui, mexeu com palestino, mexeu comigo”.

Já ao final, quando o protesto ocupou as escadarias da Catedral da Sé, o padre Júlio Lancellotti pediu para que todos se deitassem no chão com o intuito de simular os palestinos mortos sob as bombas de Israel.

A exigência de que o governo Dilma Rousseff rompa de vez relações diplomáticas, políticas e comerciais com Israel é bandeira de todos os presentes.

Diversas entidades participaram da atividade, entre elas organizações árabes como a Associação Islâmica de São Paulo, União Nacional de Entidades Islâmicas, Centro de Divulgação do Islã para a América Latina, Liga da Juventude Islâmica do Brás e outras; as centrais sindicais CSP-Conlutas, CTB, CUT e CGTB; os partidos políticos PSTU, PSOL, PCB, PT, PCdoB, PSB, PPL e organizações como LER-QI, POR, PCR e Liga Comunista; além de inúmeros movimentos e entidades. Representações do movimento sindical como Sindicato dos Metroviários e Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), cuja categoria está em greve há 70 dias, e de movimentos sociais como MST, MTST, Luta Popular, Movimento Mulheres em Luta e Quilombo Raça e Classe. Também estavam representadas organizações estudantis como Anel, Juntos, RUA e outros coletivos.

Foto: Romerito Pontes

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