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Segundo denúncia do MP, Hideki pode pegar 13 anos de prisão

Rafael Marques, outro ativista que estava na mesma manifestação em que Hideki foi detido, também foi denunciado; até hoje, provas que os acusam não foram apresentadas

Por Redação 

O Ministério Público paulista denunciou nesta sexta-feira (11) o estudante Fábio Hideki Harano, de 27 anos, e o professor de inglês Rafael Marques Lusvargh, de 29, por incitação ao crime, associação criminosa armada, desobediência e posse de artefato explosivo.

Ambos foram detidos no último dia 23 de junho em uma manifestação contra a Copa do Mundo na avenida Paulista por policiais civis à paisana.

A denúncia foi oferecida à 10ª Vara Criminal de São Paulo e, se condenados, podem pegar penas que variam de 5 a 14 anos de prisão.

A promotoria afirmou ter como base para a denúncia uma investigação da Polícia Civil que prendeu os dois ativistas em flagrante. Os flagrantes, no entanto, até agora não foram apresentados publicamente. Imagens gravadas por pessoas que estavam presentes no momento da revista pessoal de Harano mostram que o estudante não carregava consigo artefatos explosivos. Rafael Marques, por sua vez, estava de saia e sem camisa, não tendo onde guardar qualquer tipo de artefato ou objeto ilícito.

De acordo com Bruno Shimizu, defensor público que acompanha o caso, “o inquérito é absolutamente genérico e, na verdade, só o próprio condutor, o policial civil disfarçado, relata a circunstância da prisão dos dois, dizendo que foi no contexto de uma manifestação que eles foram abordados e presos, sem dizer o que cada um estava praticando, nem o que eles entendem que sejam os crimes praticados por cada um”.

O MP aguarda, agora, a decisão da Justiça sobre o recebimento da denúncia. Enquanto isso, os advogados dos ativistas esperam pelo julgamento de um habeas corpus para que ambos sejam liberados.

Mobilização 

Uma manifestação pela liberdade de Fábio Hideki Harano e Rafael Marques está marcada para acontecer neste sábado (12) na Praça Roosevelt, centro da capital, a partir das 17h.

No último ato-debate na Praça Roosevelt para discutir a prisão dos ativistas e a atuação da polícia, a PM cercou o local, atirou bombas e balas de borracha, agrediu manifestantes e deteve seis pessoas, entre elas dois Advogados Ativistas.

Leia mais sobre o assunto: 

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