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Homofobia: no supermercado Extra, beijo hétero pode. Gay, não

Jovem homossexual registrou em vídeo a atitude do segurança do supermercado em São Paulo, que chamou sua atenção depois de o ver dando um selinho em seu amigo; “Aqui não é lugar para vocês se beijarem nem se abraçarem”, disse o segurança; veja o vídeo 

Por Redação 

Um grupo de jovens foi vítima de homofobia na última segunda-feira (7), quando faziam compras no supermercado Extra do Shopping Aricanduva, na zona leste da capital. Depois de dar um selinho em seu amigo, Tiago Freire Galharde, de 27 anos, foi constrangido por um segurança, ainda não identificado, que chamou sua atenção pela demonstração de afeto.

Ao perceber o tom homofóbico pelo qual o grupo estava sendo abordado, Galharde começou a filmar a discussão com o funcionário que, como é possível constatar no vídeo, afirma que “aqui não é lugar para vocês se beijarem nem se abraçarem, não”.

O segurança ainda completa seu argumento, em outro momento do vídeo, afirmando que os jovens poderiam  “ficar à vontade desde que não fizessem nada obsceno”.

Indignada, uma das amigas das vítimas que estava com o grupo pergunta ao funcionário se um beijo entre um casal de homem e mulher seria permitido no local. Em um ato falho, o profissional de segurança responde que sim. “Isso, exatamente”, afirmou.

Lei Estadual 10.948/01 pune quem “VIII – proibir a livre expressão e manifestação de afetividade, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos.”

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da rede de supermercados afirmou que qualquer ato discriminatório de funcionário em loja, se realizado, não condiz com a opinião da rede e que estaria em total desacordo com o Código de Conduta da Companhia, documento que orienta o padrão de comportamento exigido de seus colaboradores”, adicionando ainda que “o assunto está sendo avaliado para que sejam tomadas as medidas devidas e que o funcionário envolvido no caso será mantido afastado até que se apurem as responsabilidades”.

Tiago, por morar próximo a região onde sofreu o preconceito, disse estar ainda pensando em que atitudes tomar e se vai recorrer à polícia, uma vez que teme retaliações.

 

 

 

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