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Crise na USP: sindicância vai investigar gastos com salários

Diante do déficit orçamentário que gerou a greve de professores, alunos e funcionários, a instituição  quer agora revisar as contas da última gestão 

Da Redação 

Durante a gestão de Rodas, USP pagou salário acima do teto legal ao reitor e a alguns professores. (Foto: Divulgação USP)
Durante a gestão de Rodas, USP pagou salário acima do teto legal ao reitor e a alguns professores. (Foto: Divulgação USP)

Depois de já ter congelado o reajuste do salário dos docentes e funcionários, previsto para abril, a Universidade de São Paulo (USP) quer agora saber o que gerou a crise no orçamento que fez a instituição ficar no aperto. Nesta terça-feira (3), o Conselho Universitário decidiu abrir uma sindicância para investigar o aumento nos gastos com alguns salários entre 2009 e 2014.

Uma auditoria externa também foi contratada, e esta tem como objetivo rever as contas da última gestão, comandada por João Grandino Rodas.

Marco Antônio Zago, atual reitor da universidade, informou que o descontrole orçamentário não havia sido avisado pelo ex-reitor ao Conselho. Zago, entretanto, era vice reitor em 2011, quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou a USP estava pagando salários acima do teto legal para Rodas, para ele mesmo e para outros 166 professores

A sindicância que investigará os gastos será formada por três professores da USP e tem 60 dias para concluir os trabalhos. Dependendo do resultado, o grupo poderá até entrar com um processo administrativo disciplinar contra os envolvidos, que tem como pena máxima é a expulsão da instituição.

Por enquanto, docentes, funcionários e alunos da instituição seguem em greve, desde o último dia 27, juntamente com professores da Unicamp e Unesp, também em crise. Eles pedem negociação com as universidades em relação ao congelamento dos salários.

 

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