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Sabesp: “Vamos distribuir água com canequinha”

Diretor da companhia volta a negar racionamento mas diz que, se crise continuar, a energia acaba antes da água 

Da Redação 

Mesmo com inúmeros relatos de falta d´água em vários pontos da cidade, principalmente de madrugada, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), voltou a dizer que não há racionamento em São Paulo. Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (28) na Câmara Municipal de São Paulo, o diretor da companhia, Paulo Massato,  afirmou que “rodízio (racionamento) é quando não tem água na tubulação”, o que, segundo ele, não estaria acontecendo.

Ainda que negue o rodízio, Massato demonstrou esperar pelo pior. “Nós já economizamos a retirada do Cantareira em 9 mil litros por segundo. Para obter o mesmo resultado seria necessário implantar rodízio de um dia e meio com água e cinco dias sem água. Se houver alguma crise maior, nós vamos distribuir água com canequinha. Porque não é possível ter alguma coisa mais drástica do que nós já estamos praticando”, disse.

Apesar de assumir que há uma crise, o diretor, novamente, isentou a companhia de qualquer responsabilidade em relação à seca, dizendo que “a crise é decorrência de um fenômeno global que atingiu outros países, como Austrália, Chile e Estados Unidos, além da região Sudeste do Brasil”.

Para ele, a falta de água pode comprometer o setor elétrico antes mesmo de haver, de fato, um racionamento. “Caso esse fenômeno continue, não tenho dúvida de que a crise será muito mais séria. Não tenho dúvida de que nós não teremos produção agrícola e energia elétrica no próximo ano”

O coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, Edson Aparecido da Silva, em entrevista ao SPressoSP, disse não ter dúvidas de que a cidade vive um rodízio e que Alckmin e Sabesp estão “tucanando o racionamento”.  “Não tenho a menor dúvida de que vivemos um racionamento. Ele [Alckmin] ‘tucanou’ o ‘racionamento’, chama de tudo que é nome: ‘controle’, ‘escassez’, ‘economia’, enfim, menos racionamento, mas vivemos sim um racionamento, camuflado, não assumido pelo governo de São Paulo”, afirmou.

A audiência pública foi convocada pela Comissão de Política Urbana da câmara dos vereadores.

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