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Greve na USP: “Querem democratizar só o prejuízo, nunca o poder”

Começa a paralisação de professores, funcionários e alunos na USP, Unicamp e Unesp. Para diretor de sindicato, crise é fruto da “incompetência” dos reitores e servidores não podem sofrer as consequência

Por Igor Carvalho

Contra o congelamento de salários, previsto para 2014 nas universidades estaduais, uma greve geral começou nesta terça-feira (27) na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Desde 2009, alunos, professores e funcionários não entravam em greve ao mesmo tempo. Uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), nesta terça-feira (27) vai debater a crise nas universidades estaduais.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Aníbal Cavali, informou que a greve só vai acabar quando a universidade recuar. “É por tempo indeterminado. Não há recuo enquanto não recuarem da decisão de congelar salários. Não podemos arcar com os prejuízos de uma administração incompetente”, afirmou o sindicalista.

A USP alega que gasta 105% do seu orçamento com salários e por isso não poderá promover o reajuste em 2014. O argumento não convence Cavali. “Querem democratizar só o prejuízo, nunca o poder. Não há participação política, dentro da universidade, de trabalhadores, alunos e professores, mas quando eles são irresponsáveis com os gastos querem nossa participação?”, pergunta o diretor do Sintusp. 

 

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