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USP: Não gasta com professor, mas gasta com navio parado

Em crise financeira, a instituição anunciou recentemente que congelaria o salário dos docentes, mas paga R$250 mil por mês em embarcação que não opera

Da Redação 

Depois da gestão de João Grandino Rosa (2010 – 2013) frente à reitoria da USP, a maior universidade do país entrou em crise financeira e, recentemente, anunciou que congelaria o salário dos professores para sair do aperto. Porém, a universidade está gastando R$250 mil por mês em um navio que não funciona e que está parado no porto de Santos, litoral de São Paulo.

USP gasta R$250 mil por mês com navio parado. (Foto: Divulgação/USP)
USP gasta R$250 mil por mês com navio parado. (Foto: Divulgação/USP)

Trata-se do Alpha Crucis, um navio que custou à Universidade de São Paulo e aos cofres públicos estaduais por volta de R$23 milhões. A embarcação, que foi fabricada em 1973 e comprada da Universidade do Havaí há dois anos, pertence ao Instituto Oceanográfico da USP e operava com finalidades científicas e acadêmicas.

De acordo com a universidade, o navio está parado por razões burocráticas e financeiras. Para voltar a operar, a embarcação teria que passar por uma vistoria obrigatória feita a cada 5 anos, o que exigiria a abertura de uma licitação e recursos para fazer a inspeção. De acordo com o Instituto Oceanográfico, há um processo neste sentido e a embarcação deve voltar a operar em agosto.

Acontece que, mesmo parado, já há 6 meses, a instituição gasta por volta de R$250 mil por mês com tripulação e manutenção do navio. Se a embarcação voltar a navegar em agosto, já serão 9 meses de inércia e gastos, enquanto os docentes da instituição pagam, com o congelamento de seus salários, pela crise financeira.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Michel Mahiques, vice-diretor do instituto responsável pelo navio, acredita que o dinheiro gasto com a embarcação não foi mal usado. “O Alpha Crucis foi a melhor relação custo-benefício depois de investigar 19 navios”, afirmou.

 

 

 

 

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