Home»Sem categoria»Operadores de trem ameaçam parar se Frota K não parar de circular

Operadores de trem ameaçam parar se Frota K não parar de circular

Funcionários da Linha 3-Vermelha alegam que composições, que foram reformadas pelas empresas que formam o chamada “cartel”, estão com problemas no freio, tração e nas portas. “A vida dos usuários está em risco”, afirma servidor

Por Igor Carvalho

Operadores de composições da Linha 3-Vermelha estão ameaçando uma paralisação caso o Metrô não retire de circulação a Frota K. Segundo os servidores, os trens oferecem risco a vida dos usuários e dos trabalhadores.

Um abaixo assinado dos servidores pede que o Metrô retire em 30 dias todos os trens da Frota K da Linha 3-Vermelha. “O motivo maior é a segurança dos usuários e trabalhadores, já vimos alguns acidentes e queremos evitar uma tragédia maior”, afirma um funcionário da estatal, que integra a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) do Metrô.

Do total de 383 operadores de trens, 260 podem assinar o documento – os demais são impedidos por motivos de férias, licença médica e ocorrências internas, e 212 concordaram com a retirada total da Frota K de circulação na Linha 3-Vermelha, sob pena de uma paralisação.

Segundo a fonte interna, da CIPA, os operadores estão notando falhas “graves” nas composições. “Quando acionado o freio de emergência, é comum que ele falhe, as portas abrem com o trem em movimento. Muitas vezes paramos na estação, e a porta que abre é a oposta.”

O abaixo assinado foi enviado ao Metrô no último dia 8 de maio.

Histórico

Em agosto de 2013, um trem da Frota K descarrilou próximo da estação Barra Funda, após os truques (sistema de rodas, tração, rolamentos e frenagem) falharem. A composição chegou a sair dos trilhos e arrastar por 800 metros. Ninguém se feriu.

Em outubro, na estação Santa Cecília, por volta das 18h30, todas as portas de um trem abriram, com a composição em movimento. À época, funcionários relataram que caso o trem estivesse lotado seria uma “tragédia.”

Cartel

A Frota K foi, recentemente, reformada pelo consórcio MTTrens, formado pelas empresas Temoinsa, MPE e TTrans. Essa última, está envolvida no esquema de licitações dos trens, de acordo com documentos apresentados pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O esquema, conhecido como “propinoduto tucano” ou “trensalão”, começou na gestão do ex-governador Mário Covas e continuo acontecendo durante os governos de José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

O SPressoSP procurou o Metrô, mas a estatal não havia respondido até o fechamento da matéria.

 

 

 

 

Comentários

Comentários

USP: Não gasta com professor, mas gasta com navio parado

Protesto de motoristas fecha 13 terminais e suspende rodízio em SP