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Haddad lembra Pinheirinho em rara crítica a Alckmin

“É isso que a oposição tem a oferecer à sociedade?”, perguntou o prefeito após reunião com MTST e Dilma

Por Redação

Após reunião com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a presidenta Dilma Rousseff (PT), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), manifestou uma rara crítica ao governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

“Eu acho que é um erro não ouvir a sociedade, não ir ao encontro dos movimentos organizados… Olha o que aconteceu no Pinheirinho. É aquilo que a oposição tem a oferecer para a sociedade? Repetir em São Paulo o que fizeram lá? Aqui o governo é de outra natureza”, afirmou Haddad.

Em janeiro de 2012, seis mil pessoas foram expulsas violentamente de suas casas em uma ocupação conhecida como Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior do Estado. A ação favoreceu o proprietário do terreno, a massa falida da Selecta S.A., do ex-especulador Naji Nahas.

De acordo com o prefeito, é preciso buscar uma solução pacífica para se resolver a questão da ocupação “Copa do Povo”. “Estamos em diálogo com o movimento e também com o proprietário. O que nós queremos é que as pessoas possam apresentar as suas reivindicações.”

A “Copa do Povo” está instalada a pouco menos de quatro quilômetros do Itaquerão, estádio da abertura da Copa do Mundo 2014. Lá, já moram três mil pessoas. O MTST, em nota, também lembrou a tragédia em São José dos Campos ao comentar o impasse.

“Não queremos outro massacre do Pinheirinho. Nem que a imagem da Copa do Mundo no Brasil seja definitivamente marcada por um conflito violento e massacre de trabalhadores sem-teto”, avisou o movimento.

A ocupação está mantida até pelo menos o dia 23 de maio, quando o MTST e a Viver Incorporadora devem sentar para negociar a retirada das famílias do terreno de 150 mil metros quadrados. A determinação da audiência é do juiz Celso Maziteli Neto, da 3º Vara Cível de Itaquera.

Mais cedo, o magistrado já havia se manifestado favorável à remoção das famílias, porém havia determinado um prazo de 48 horas para a saída dos moradores.

Na nova decisão, o juiz  expôs que só marcará uma data para a retirada das famílias caso não haja uma solução pacífica.

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