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Sem acordo, greve de coletores de lixo no ABC continua

Paralisação dura quatro dias; última audiência de conciliação foi na terça-feira (1); caso pode ir ao MPT

Por Rosângela Dias, do ABCD Maior

sacos de lixo já começam a tomar as calçadas (foto: Daniel Tossato/ABCD Maior)
Sacos de lixo já começam a tomar as calçadas (foto: Daniel Tossato/ABCD Maior)

A greve dos coletores de resíduos do ABC (exceto em Rio Grande da Serra) completou quatro dias nesta quinta-feira (3) sem previsão de término. A falta de acordo entre trabalhadores e as empresas terceirizadas do setor é visível em muitas ruas da região, onde os sacos de lixo já começam a tomar as calçadas.

A paralisação regional da categoria começou na última segunda-feira (31/3). A última audiência de conciliação entre os sindicatos da categoria e das empresas aconteceu na terça-feira (1/4) e terminou sem acordo. A proposta de aumento de 10% foi mantida pelo sindicato patronal e rejeitada em assembleia pela categoria, que reivindica 15,39%. O presidente do Siemaco-ABC (sindicato da categoria), Roberto Alves da Silva, afirmou que as empresas não sinalizaram a intenção de chegar a um acordo.

“Nós nos propusemos a sentar e discutir, mas as empresas não se comprometeram. O Siemaco quer negociar, mas as empresas estão intransigentes”, salientou. O sindicalista garantiu que a categoria está cumprindo a liminar do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que determina a manutenção de 50% dos mais de 2,5 mil trabalhadores nos serviços de varrição, coleta e operações de aterro sanitário, além de 100% em relação ao serviços de coleta de resíduos de saúde e hospitalar. Nesta quarta-feira (2) coletores de Santo André fizeram uma passeata pacífica na região central da cidade.

Procurado, o Selur (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo) voltou a enviar nota lamentando a falta de acordo. “O Selur, entendendo o caráter prioritário dos serviços, segue empenhado na busca de solução urgente”.

As entidades sindicais têm até esta quinta-feira (3) para se manifestar sobre o caso junto ao TRT. Os documento serão enviados ao MPT (Ministério Público do Trabalho), que irá encaminhar a um relator para posterior julgamento.

(Crédito da foto da capa: TV Bernô)

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