Home»Sem categoria»Agentes penitenciários bloqueiam presídios em SP

Agentes penitenciários bloqueiam presídios em SP

Grevistas impedem entrada e saída de presos nas cadeias de Martinópolis e Presidente Prudente

Por Redação

Agentes colocam tubos de concreto para impedir acesso à cadeia (fotos: Alex Brandão/Arquivo Pessoal)
Agentes colocam tubos de concreto para impedir acesso às unidades (fotos: Alex Brandão/Arquivo Pessoal)

Agentes penitenciários do Estado de São Paulo, que iniciaram greve nesta segunda-feira (10), bloquearam na manhã desta terça-feira (11) os portões das penitenciárias de Martinópolis e Presidente Prudente, no interior do Estado, impedindo a entrada e saída de veículos com presos que seriam transferidos.

Os grevistas colocaram tubos de concreto na frente das unidades para impedir a circulação de ônibus e caminhões que transportavam presidiários. Os veículos permaneceram lacrados, parados na rodovia que dá acesso aos presídios e, segundo o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), não é possível contabilizar o total de presos que estavam nos veículos.

Segundo os agentes, 42 detentos estavam no ônibus que tentava entrar em Martinópolis. De acordo com a categoria, o presídio faz parte da rota de transporte de presos e são homens que estão vindo de outros presídios, indo para julgamento ou fazem parte da transferência estabelecida. Por volta das 10h30, os veículos deixaram o presídio e, conforme a Polícia Militar, algumas adequações foram definidas no local e as transferências de presos seguiram normalmente, após a saída de um veículo da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) deixar o presídio com oito presos.

Em Presidente Prudente, o agente e sindicalista Alex Brandão informou por telefone ao portal G1 que o tubo foi colocado após negociação com o diretor do presídio. “Nós chegamos a um consenso, porque, em princípio, faríamos uma parede humana para realizar o bloqueio. Mas, para evitar confrontos, colocamos o concreto e ninguém sai ou entra da unidade”.

“Não está autorizada a saída de ninguém. Hoje continuaremos a manter os portões bloqueados e, dependendo do que for discutido, voltaremos às atividades; do contrário, a greve continuará”, informou o sindicalista.

A categoria reivindica melhorias nas  condições de trabalho, como reajuste salarial referentes às perdas entre os anos de 2007 e 2012 e redução das classes da categoria, de oito para seis, que é o plano de carreira de acordo com os anos de trabalho.

“Queremos também que haja a construção de mais unidades prisionais, porque várias estão com superlotação e temos poucos funcionários. Em Martinópolis, a cadeia foi construída com capacidade para 792 presos e 240 agentes, hoje estamos com 1.800 detentos para 114 efetivos. É preciso rever essas condições”, informou ao portal um agente que não quis se identificar por medo de represálias.

A assessoria de imprensa da SAP comunicou ao G1 que não há informações sobre o protesto em frente ao presídio de Martinópolis, entretanto, não há risco à população pois os detentos permanecem nos veículos e são escoltados pela Polícia Militar, que garante a segurança no local.

Leia mais sobre esse assunto:

Agentes penitenciários de SP entram em greve

Comentários

Comentários

PF prende em SP fraudadores de fundos de pensão

Para o Estado, professora obesa não pode lecionar