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PM ataca participantes de blocos em Campinas

Lojas e agências bancárias ficaram depredadas após ação surpresa de policiais

Por Redação

Folião mostra marcas de balas de borracha (foto: Robson/GGN); no alto: praça do Coco (Helder Ribeiro/ Flickr)
Folião mostra marcas de balas de borracha (foto: Robson/GGN); no alto: praça do Coco (Helder Ribeiro/ Flickr)

A Polícia Militar de Campinas terminou o carnaval do distrito de Barão Geraldo com tumulto. Foliões do Bloco Cupinzeiro e do Bloco do Sousa se concentravam na Praça do Coco por volta de 1h30 desta terça-feira (4) quando uma ação surpresa de homens da Rocam e da Força-Tática começou. Agências bancárias e lojas da Avenida Santa Izabel foram depredadas durante após a ação, com portas e janelas quebradas.

Segundo o blogueiro identificado somente como Robson, “não havia tumulto, não havia correria, não havia grupos sordidamente tramando contra a ordem pública. Nenhuma briga ocorria naquele momento”, escreveu, post republicado no site GGN.

Segundo o portal G1, os foliões que estavam na praça brincavam quando foram surpreendidos. Testemunhas relataram ao site que a polícia utilizou balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a população.

“Vi correria e garrafada. O barulho que mais se ouvia era de vidro quebrado”, contou o estudante Gabriel Tenório ao site. Cerca de mil pessoas se encontravam no local da confusão.

“A polícia, em sua clássica formação de choque, sequer se anunciou. Vindo pelos fundos da praça, seu primeiro movimento contra uma reunião pacífica e alegre foi essa: atirar bombas no meio da multidão para  assustar e intimidar”, escreveu o blogueiro Robson.

Entre os estabelecimentos danificados está uma loja de chocolates. A vitrine da empresa foi atingida por uma pedra portuguesa, usada nas calçadas da cidade. Uma viatura da Guarda Municipal também foi depredada. Durante a madrugada, 14 ônibus foram atacados, em diversas regiões de Campinas.

Duas pessoas foram detidas depois do tumulto. Os suspeitos de participar da depredação foram ouvidos e liberados.

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