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Agência pública revela Inquérito Black Bloc do Deic

Segundo reportagem, intimados são questionados sobre filiação partidária e em quem votaram nas últimas eleições

Por Redação

Inquérito foi aberto um dias depois de manifestantes tombarem viatura da polícia em SP (foto: apublica.org)
Inquérito foi aberto um dias depois de manifestantes tombarem viatura da polícia em SP (foto: apublica.org)

Reportagem publicada nesta sexta-feira (28) pelo site apublica.org – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo revela investigação que vem sendo conduzida desde 9 de outubro de 2013 pelo Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado), da Polícia Civil de São Paulo, sobre a atuação de pessoas que utilizam a tática black bloc em manifestações. O inquérito 01/2013, segundo a reportagem, já ouviu cerca de 300 pessoas, entre detidos em diversos protestos e até a mãe de um manifestante, relata o site. Entre esses intimados estão os 40 convocados a prestar esclarecimentos no 2º Ato contra a Copa, realizado na praça da República no último sábado (22) – dos quais 32 compareceram.

A novidade do “inquérito Black Bloc” – como é conhecido no Deic – “é a tentativa de enquadrar grupos de pessoas pelo crime de associação criminosa em vez de investigar individualmente cada delito de vandalismo”. Na justificativa da polícia, diz a matéria, “o fato de indivíduos aparecerem várias vezes em situações de depredação indica que há uma coordenação do movimento, que não se trata de algo espontâneo”.

Segundo depoimentos de pessoas ouvidas pela reportagem, a polícia tem feito perguntas sobre a filiação partidária dos manifestantes, se participa de movimentos sociais e até em quem tinham votado nas últimas eleições.

A reportagem informa que o inquérito está sob sigilo e é assistido por promotores, delegados e policiais militares de uma força-tarefa criada em 8 de outubro de 2013 pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Ministério Público de São Paulo com objetivo de “combater atos de vandalismos durante manifestações no Estado e garantir que protestos legítimos não sejam ameaçados por ações violentas”. Um dia antes,  uma viatura de polícia do 3º DP de São Paulo (Campos Elíseos) foi tombada por manifestantes.

Leia aqui a reportagem completa.

 

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