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PM usa tática proibida na Alemanha para reprimir manifestantes

Participantes do 2º Ato Contra a Copa foram cercados por policiais e impedidos de comer, beber água ou ir ao banheiro

Por Redação

Tática é conhecida como Caldeira de Hamburgo (Reprodução/Facebook)
Tática é conhecida como Caldeira de Hamburgo (Foto: Mídia Ninja)

O 2º Ato Contra a Copa, realizado no sábado (22) em São Paulo, foi marcado por uma repressão policial desmedida. Dos mais de mil manifestantes que se reuniram na Praça da República, 260 foram detidos. Além das já conhecidas balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, a Polícia Militar utilizou uma nova tática: a Hamburger Kessel, ou Caldeira de Hamburgo, em português.

A estratégia consiste em cercar grupos de manifestantes por quanto tempo se julgar necessário. Durante a contenção, eles são proibidos de comer, beber água ou ir ao banheiro. No fim do cerceamento, as vítimas da repressão são detidas, ou, como em casos registrados, são agredidos pela PM.

A tática surgiu na Alemanha em 1986, para reprimir manifestantes que protestavam contra a energia nuclear de Hamburgo. A primeira “caldeira” demorou 13 horas para ser desfeita e os manifestantes foram detidos. Entretanto, a tática foi proibida no país e os quatro policiais responsáveis foram condenados à prisão.

Segundo o coletivo Se Não Tiver Direitos Não Vai Ter Copa, organizado por vários movimentos sociais, o ato seguia pacífico até a estação de metrô Anhangabaú, quando o número desproporcional de policiais cercou um grupo de manifestantes. A maioria dos PMs que atuaram no ato estava sem identificação na farda.

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