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Investigação contra Matarazzo está atrasada, diz petista

Investigação deveria ter começado antes e menos dinheiro teria sido desviado dos cofres públicos, diz líder do PT

Por Eduardo Maretti, da RBA

Marcolino pede afastamento de procurador (foto: Alesp)
Marcolino pede afastamento de procurador (foto: Alesp)

O deputado estadual e líder do PT na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Marcolino, disse à RBA que considera positiva a decisão do juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, que autoriza a instauração de inquérito policial para apurar a participação do vereador Andrea Matarazzo (PSDB) em esquema de pagamento de propina quando era secretário de Energia do governo de São Paulo, em 1998. Porém, ele diz que medidas como essa deveriam ter sido tomadas antes. “É positivo, mas está atrasado. Se as investigações tivessem começado seriamente em 2008 e 2009, quando fizemos as denúncias e apresentamos as representações ao Ministério Público, menos dinheiro teria sido desviado dos cofre públicos”, diz o parlamentar.

“De qualquer forma, a decisão do juiz sinaliza o caminho que tínhamos apontado, o de que tem agentes públicos e políticos envolvidos em processo de corrupção, problemas nos contratos firmados por Metrô, CPTM, Siemens, Alstom e outras empresas. A decisão do juiz mostra que a nossa bancada estava correta”, acrescenta Marcolino.

No final da tarde desta quinta-feira (20), o líder e os deputados Antonio Mentor e Gerson Bittencourt, também petistas, se reuniram no Ministério Público Federal com o procurador regional da República, Orlando Martello Jr. No encontro, os deputados reiteraram o pedido de afastamento do procurador federal Rodrigo de Grandis das investigações do sobre o cartel. “A bancada levou a documentação ao procurador regional para mostrar que Rodrigo de Grandis teve acesso a boa parte das informações decorrentes das investigações que vêm sendo feitas pelo Ministério Público da Suíça. Ele tinha detalhes sobre as representações que apresentamos com as denúncias e poderia ter aprofundado a investigação, até independentemente da remessa das informações da Suíça.”

Segundo os petistas, o procurador De Grandis deixou na gaveta, por quase dois anos, pedidos de diligência dos promotores da Suíça para apuração das denúncias.

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