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PM ataca adolescentes em escola no interior de SP

Após revolta de alunos entre 12 e 17 anos, polícia foi acionada e teria utilizado até spray de pimenta; nove adolescentes foram apreendidos

Da Redação 

PM teria utilizado até mesmo spray de pimenta para abordar os jovens. (Foto: reprodução/Facebook Jornal A Cidade)
PM usa de truculência para abordar os jovens. (Foto: reprodução/Facebook Jornal A Cidade)

As cenas de violência da Polícia Militar no Estado de São Paulo se repetiram por mais uma vez. O alvo, no entanto, não foram manifestantes ou criminosos de alta periculosidade. Dessa foram crianças e adolescentes de uma escola no interior de São Paulo.

O caso aconteceu na escola estadual Capitão Virgílio Garcia, na cidade de São Simão, a 50 quilômetros de Ribeirão Preto. A polícia teria agredido um aluno, o que gerou a revolta dos demais e resultou em uma ação ainda mais truculenta da PM no dia seguinte.

Tudo começou na noite de quarta feira (12) quando um aluno do 8º ano teve um cartão de memória furtado. Irritado, o garoto se armou com um pedaço de madeira e ameaçou alunos e professores. Assustada, a diretoria da escola acionou a Polícia Militar.

Simone Maria Locca, dirigente regional de ensino, disse que, na ocasião, não houve agressão por parte dos policiais e que o garoto foi levado de maneira íntegra para a delegacia. Os alunos da escola, que presenciaram a apreensão do garoto, porém, apresentam outra versão. Ele dizem que o menino foi agredido e algemado pelos policiais antes de entrar na viatura e ir para a delegacia, onde foi liberado pelos pais.

O advogado Matheus Augusto Ambrósio, que assumiu o caso, informou que houve excesso dos policiais e que irá entrar com as ações necessárias no Ministério Público.

Truculência

A suposta violência dos policiais na noite de quarta-feira gerou revolta entre os alunos da escola que, na quinta-feira (13) pela tarde, depredaram o local, quebrando vidros e queimando cortinas. As aulas foram suspensas e a polícia, novamente acionada.

Quando a PM chegou, um grupo com cerca de 30 alunos estava aglomerado na entrada da escola. A violência começou quando um policial agarrou um menino de 12 anos pelo braço e lançou spray de pimenta na direção dos alunos. Sob a vaia dos jovens, a polícia deixou o local e algumas pedras voltaram a ser arremessadas contra a vidraça.

Quando o tumulto já havia acabado, a PM voltou ao local e repreendeu violentamente os jovens. Alunos foram algemados e obrigados a se ajoelhar no chão. Viaturas de reforço foram acionadas e os policias corriam na direção dos adolescentes. Na tentativa de deter três meninas, os policiais as puxaram pelos braços, pescoço e cabelos. Nove alunos, entre crianças e adolescentes, foram levados para a delegacia.

A Polícia Militar informou que ação foi normal e que os policias tinham que agir rápido, se não, não teriam conseguido deter os jovens. Em entrevista ao “Jornal da Cidade”, da região de Ribeirão Preto, o “capitão da polícia Maurício Tavares revelou que não sabia o motivo pelo qual os jovens foram apreendidos: “Eles serão qualificados, vamos ver quem fez o quê”.

Quanto às agressões dos PMs, Tavares disse não saber avaliar porque não estava no local.

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