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Trabalhadores vão às ruas: saiba por que!

Por Rodrigo Vianna 

“Sem sindicato, sem organização e luta social, não há democracia. Queremos avançar e também defender os direitos já conquistados” (Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)

Recebo do histórico Sindicato dos Metalúrgicos do ABC um comunicado explicando a participação nos atos dessa quinta-feira, dia 11 de julho.

O principal ponto a destacar é que os trabalhadores têm uma pauta unificada. As manifestações de junho foram uma explosão, um alerta importante de mal-estar em vários setores sociais. Mas foram manifestações aparentemente sem foco, e que estiveram a ponto de ser capturadas pelos setores mais conservadores do Brasil. Agora, são os trabalhadores organizados que vão às ruas. Eles sabem o que querem.

Confira os principais pontos:

– Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários
– Contra o Projeto de Lei 4330/04, que amplia as terceirizações e precariza os empregos
– Fim do fator previdenciário
– Valorização das Aposentadorias
– 10% do PIB para a Educação
– 10% do Orçamento da União para a Saúde
– Transporte público e de qualidade
– Reforma Agrária
– Reforma política e realização de plebiscito popular
– Reforma urbana
– Democratização dos meios de comunicação

(segue a nota do Sindicato)

Os metalúrgicos do ABC participam do Dia Nacional de Lutas , ato nacional de mobilização organizado pela CUT e as demais centrais sindicais. Haverá mobilizações, panfletagens e paralisações em todo o país, com objetivo de destravar a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e ministérios, além de construir e impulsionar a pauta que veio das ruas nas manifestações realizadas em todo o Brasil nas últimas semanas.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, reforça a importância de participação da entidade. “Queremos envolver a nossa militância e toda a base nesta atividade no Dia Nacional de Luta. É papel do Sindicato, é nossa responsabilidade, lutar pelo avanço das conquistas de direitos para os trabalhadores. Sem sindicato, sem organização e luta social, não há democracia. Queremos avançar e também defender os direitos já conquistados”, destaca Marques.

De acordo com o dirigente, o governo federal já se comprometeu com o início das negociações sobre as reivindicações dos trabalhadores. “Fazer uma boa e forte mobilização significa que a negociação começa com um grande impulso dos trabalhadores em defesa da pauta. Vale dizer ainda que todas as nossas ações ganham ainda mais força com os atos da juventude acontecendo por todo o Brasil, pois desse movimento emergiu um tema muito importante que é a reforma política”, afirma o presidente.

Mobilização nas empresas – O Sindicato informa haverá que todas empresas localizadas nas proximidades da Rodovia Anchieta farão manifestações na rodovia, a partir das 7h30. E é possível que, no decorrer da manhã, haja um ato no centro de São Bernardo, o que só deve ser definido hoje à noite. O presidente ressalta ainda que, após as manifestações no ABC, o Sindicato está chamando a militância para participar do ato em São Paulo, na Avenida Paulista, no período da tarde.

Para Marques, além da pauta específica dos trabalhadores, as mobilizações organizadas pelas centrais vão contribuir, também, para o aprimoramento da democracia e do sistema político como um todo. “Temos de unificar a classe trabalhadora brasileira e reformar o sistema político do País, tornando-o mais democrático, representativo, transparente e aberto. Queremos um serviço público de qualidade, com o povo colocado em primeiro plano nas decisões de caráter político”, destaca. “A garra, experiência e o histórico de luta dos trabalhadores metalúrgicos dá mais unidade e credibilidade a mais esta mobilização no País”, destaca.

Rodrigo Vianna é jornalista, pretende voltar a ser historiador em breve, e mantém o blog “Escrevinhador”

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