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São Paulo é a cidade com maior índice de perturbações mentais no mundo

Segundo pesquisadores, elevada incidência de transtornos é consequência da alta urbanização associada com privações sociais

Da Redação

São Paulo representou o Brasil no estudo (Foto: Andre Deak / Flickr)

O relatório São Paulo Megacity Mental Health Surve mostrou que a região metropolitana de São Paulo possui a maior incidência de perturbações mentais no mundo. O estudo feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) revela que 29,6% dos paulistanos, e moradores da região metropolitana, sofrem de algum tipo de perturbação mental. O levantamento pesquisou 24 grandes cidades em diferentes países.

Entre os problemas mais comuns apontados no estudo estão a ansiedade, mudanças comportamentais e abuso de substâncias químicas. Dentre eles, a ansiedade é o mais comum, afetando 19,9% das 5.037 pessoas pesquisadas.

Depois de São Paulo, cidade que representa o Brasil no estudo, os EUA aparece em segundo lugar, com aproximadamente 25% de incidência de perturbações mentais. A cidade norte-americana utilizada no levantamento da OMS não foi revelada.

Além de ser a cidade com maior incidência de perturbações mentais, São Paulo também aparece na liderança do ranking de casos graves, com 10% da população afetada. Neste ponto, a capital paulista também é seguida pelos EUA, que possui uma incidência de casos graves de 5,7%

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, a alta incidência de perturbações mentais é causada pela alta urbanização associada com privações sociais. Segundo eles, os grupos mais vulneráveis são homens migrantes e mulheres que residem em regiões de alta vulnerabilidade social.

Em São Paulo, a pesquisa da OMS foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), sob a coordenação da Profa. Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, e da Profa. Maria Carmen Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo.

Com informações do Jornal de Notícias

Comentários

Comentários

  • andarilho

    eu sou migrante aqui.. estou a lutar para não entrar nessa bad vibe. keeping an eye out!

  • Gislene Bosnich

    Impressiona-me que com aquela quantidade de desequilibrados dos Estados Unidos eles estejam atrás de nós. Ansiedade e outros transtornos são controláveis. Mudar as prioridades da cidade também é algo possível. Basta seguir o Plano Diretor. Vamos acabar com o Minhocão. Fazer mais pessoas andarem de ônibus. Criar mais linhas. Fazer as pessoas morarem próximas ao trabalho. Construir mais pólos de indústrias e comércio que façam com que as pessoas não tenham que atravessar a cidade ou as cidades. Isto já melhoraria muito. Faltam dados nesta matéria que sustentem melhor a pesquisa, que deve ser séria, mas está subestimada aqui.

    • Rodrigo Lopes

      “De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, a alta incidência de perturbações mentais é causada pela alta urbanização associada com privações sociais. Segundo eles, os grupos mais vulneráveis são homens migrantes e mulheres que residem em regiões de alta vulnerabilidade social.” Me parece que a origem dos problemas vai além do trânsito caótico da cidade. A vulnerabilidade social é apontada no texto como um fator importantíssimo, e isso está além do que qualquer Plano Diretor pode resolver. Isso é consequência da lógica capitalista, da desigualdade social.

      http://www.gestrado.org/?pg=dicionario-verbetes&id=235

  • Selma Fonseca

    Acredito que quem sente tais perturbações e não está de acordo com o ritmo necessariamente capitalista de São Paulo, deve partir. São Paulo é uma megalópole que aumenta dia a dia construções bilionárias de transportes, pontes, túneis e afins para suportar o grande índice de quem aqui chega à procura do que justamente criticam: trabalho. Trabalho árduo. Não existe prosperidade financeira sem trabalho, ou seja, impossível construir uma cidade como esta ( que é o carro chefe de um país inteiro) sem o compasso frenético – argumento novamente de repúdio .
    Se a pessoa acha que São Paulo não dá uma justa qualidade de saúde mental aos seus habitantes, aconselho honestamente a viverem às margens de praias nordestinas (que são realmente maravilhosas) ou em regiões interioranas pacíficas de calmaria. Cada um escolhe onde vive e como garante sua vida. O que não acho coerente é queixar-se do lugar que tem seu emprego “injustamente explorador” , sua moradia ” com cobrança desleal”, sua padaria com seu pãozinho “caro e seco”, como detentor de toda sua vida ruim.
    Ninguém obriga ninguém a ficar aqui. Seria no mínimo honesto aos cidadãos descontentes, abandonar seu motivo de má qualidade de vida e insatisfação e ir em busca de lugares menos cruéis e que garanta saúde mental aprazível.

    Ou, trocando em miúdos, quem quer moleza que sente no pudim.

    • simone

      Nao e bem assim, vc pode ter alta produtividade com qualidade de vida e sem destruir o meio ambiente. Se isso nao ocorre e por falta de interesse politico.

    • Ciro MacCord

      Nossa, que bom que tenha quem abrace de peito aberto a falta de traquejo das megalópoles em produzir estados harmônicos de interação entre seres da mesma espécie, e entre estas espécies, as demais e o espaço ao redor delas. Que bom que ainda tenha quem ainda sinta orgulho de considerar o suicídio coletivo do homo sapiens uma questão de perseverança, luta e coragem. Parabéns! Por estas e outras, os grandes centros urbanos ainda vão degringolar aos poucos e muito devagar, como um chute nas bolas que se dá em câmera lentíssima, rumo à esterilidade irremediável.

    • Marta Brandão

      Parece que estamos todos à beira de um ataque de nervos. Esta discussão não desmerece a cidade de São Paulo, na verdade nos alerta de que é possível e necessário que o desenvolvimento venha acompanhado de qualidade de vida. Com certeza esse desejo de dividir o País em não sei quantos é antigo. Somos um único povo, doa a quem doer e o progresso ou o prejuízo de um reflete no progresso ou prejuízo de todos. A briga entre os estados e regiões só beneficia aos grupos, políticos, financeiros, extremistas e altamente manipuladores que querem mesmo dividir os cidadãos e disseminar a raiva que, se não nos dermos conta a tempo pode nos levar para situações de sofrimento social sem que saibamos ao certo porque mesmo fomos parar nessa condição. Se todas as pessoas, oriundas de todas as partes do Brasil e não só do nordeste voltassem para seus lugares o que sobraria de São Paulo? Hoje, existe O paulistano? Somos, em qualquer lugar do Brasil, uma grande miscigenação. Com certeza já nos misturamos o bastante. Já me cansei dessa discussão tola que assolou o Pais nos últimos meses que tira a nossa atenção do que realmente interessa e nos mantém distraídos em questões menos importantes. Vamos discutir o que realmente é necessário? Por exemplo, o que podemos fazer/propor para dar melhores condições de vida para o norte, o sul, sudeste, centro-oeste (meu lugar), com os seus problemas particulares e aos que temos em comum (transporte, saúde, educação, desenvolvimento sustentável, etc)? Somos um povo só, a Nação brasileira.

  • Guest

    Que novidade!

    • Juh Ferreira Pinto

      É, não é novidade mesmo… Mundo.
      Mas e aí? Vamos ficar parados segurando o queixo?
      Se cada um fizer sua parte, e se cuidar inclusive, amparando mais o próximo. Uma das perturbações é a indiferença! Abraço apertado!

  • L !

    “Depois de São Paulo, cidade que representa o Brasil no estudo, os EUA aparece em segundo lugar, com aproximadamente 25% de incidência de perturbações mentais. A cidade norte-americana utilizada no levantamento da OMS não foi revelada.”. Ou seja, a pesquisa vale nada para efeito de comparação e o título é algo entre sensacionalista e publicitário do mercado de medicamentos psiquiátricos. Vocês deviam se envergonhar da publicação desse texto.

    • Arthur Aquino

      mais um…

    • Gabriela

      Também acho!

    • É sério Isso?

      Concordo contigo L. O resultado da pesquisa está muito estranho. Não falam das outras cidades que participaram e não entendi como conseguiram concluir que a causa é devido a alta urbanização associada com privações sociais. Não acredito que somos menos ansiosos que os norte-americanos. Notícia só pra preencher página. Bah!

  • Elber Orlandelli

    botar a culpa na vítima não adianta muita coisa. isso é ridículo, se a culpa fosse da vítima não teria variação na porcentagem de pessoas atingidas em lugares diferentes.
    “(…)é causada pela alta urbanização associada com privações sociais(…)”

    o abismo social e as merdas que essas pessoas passam todos os dias não influenciam em nada né?

  • Arthur Aquino

    Muito interessante a pesquisa. Ha tempos que ela era necessária; quem vive ou anda por São Paulo percebe o nível de estresse das pessoas aqui. E o quão outros lugares do Brasil tem melhor qualidade de vida.
    Gostaria de ler, posteriormente, os resultados detalhados da pesquisa.

  • alan kevrdo

    Duvido, e muito, que o fanatismo religioso, produzido por essas seitas que pululam em periferias das grandes cidades brasileiras não seja o “gatilho” que aciona a doença mental, principalmente, na juventude.

  • Casimiro

    Tenho no meu círculo de conhecidos, pessoas como transtornos mentais e que fazem algum tipo de substância ou tarja preta aqui em São Paulo capital.

  • A principal característica coletiva das perturbações psicológicas em massa dos paulistas é a profunda, doída, amargurada e violenta inveja que eles nutrem pelo Rio de Janeiro e pelos cariocas. Paulista é recalcado, deprimido, atoleimado, embasbacado, nervoso e cheio de chiliques. Que horror!

  • Arthur

    Haha, mas alegar isso é muito fácil né? Agora, no post nem mencionam sobre a política suja do Brasil, do trabalho duro que faz o povo de SP e de todo Sul pra sustentar o bolsa família e a falta de investimentos do governo no Nordeste, Norde e etc… Afinal, da onde vocês acham que sai o dinheiro do bolsa família ? Acordem.

    • Breno

      Você não entendeu nada do que leu e o seu comentário é cheio de clichês. Tirando toda essa besteira que você falou (inclusive do Nordeste e tal), a notícia diz que a qualidade de vida em sp é muito ruim para um número elevado de pessoas e que as principais causas são o elevado custo de vida e a violência… trocando em miúdos. E claro, a cidade é estressante, relativamente impessoal e que faltam ações para torná-la uma cidade melhor. Ninguém está dizendo que SP é uma cidade ruim para morar – tem seus lados, apenas que está devendo muito em se tornar uma cidade melhor, de que os padrões da cidade são muitas vezes desumanos e de que a ‘quase falta de respeito’ com a qual as pessoas se tratam tornam o dia a dia quase insuportável… para muitos. Isto de uma forma comparativa. Outras grandes metrópoles mundiais possuem padrões muito mais elevados, inclusive na América do Sul, como Buenos Aires e Montevideu. Não é um problema de sp, e sim um problema brasileiro, inclusive. Precisamos cuidar de sp, porque infelizmente os padrões da cidade são reproduzidos em outras cidades brasileiras.

  • Gabriela

    Nossa, eu tenho certeza que essa informação está incorreta. Los Angeles dá de 10 a zero em São Paulo. Sério. Eu morei em SP por 6 anos e estou há 4 em LA. Eu nunca conheci tanta gente emocionalmente desequilibrada na minha vida como aqui nesta cidade. O desequilíbrio é a regra. Todo mundo toma remédio pra depressão e remédio pra dormir. As pessoas têm tiques nervosos e problemas de relacionamento social enormes. Enfim, poderia fazer uma lista imensa. Acho que Nova York também seja o mesmo ou até mais. O que acontece é que como tratamento de saúde é insanamente caro nos EUA, acredito que haja menos registros oficiais. Ou seja, as pessoas sofrem de perturbações mentais sem atendimento porque não têm como pagar. Ou então se auto-medicam. Além do quê procurar ajuda significa dar o braço a torcer de que não consegue dar conta de seus problemas por conta própria, o que vai contra a essência do que é ser americano. Por isso os dados estatísticos estão ligeiramente inferiores a SP, colocando os EUA em segundo lugar. Agora que absurdo é esse de botar Sampa na berlinda e não revelar o nome da cidade americana que vem em segundo? Achei isso o fim da picada. Protecionismo por que? Além disso, existem 195 países no mundo. Foram pesquisadas somente 24 cidades. Nos colocar em primeiro é totalmente leviano. Não que não tenhamos problemas, óbvio. Mas não é tão mal assim como querem nos fazer crer.

  • Mateol

    Quando não aguentarem mais, mudem-se para o Rio de Janeiro ok?

  • Mateol

    Ninguém aguenta um trânsito caótico para ir e vir do trabalho, uma poluição medonha, e uma selva de pedra para contemplar como paisagem todo dia. Tem que pirar mesmo !

  • Angel

    Brasileiro parece mais trouxa, e vai ser mais fácil manipulado para comprar os remédios psiquiátricos.
    Bela jogada para aumentar as vendas!
    Bem-vindo ao mundo da manipulação total da mídia, que é manipulada pela indústria farmacêutica (neste caso aqui) e que segue os interesses daqueles que tem a intenção de manter o ser humano ainda mais numa estupidez total para poder ter todos os escravos que precisa.

    Remédio não cura nada, só piora ainda mais a doneça,

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