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Lei permite trocar nome de ruas que homenageiam militares

Confira oito vias que podem mudar de nome em São Paulo

Por Igor Carvalho

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou, na última quarta-feira (25), uma lei que permite aos moradores de ruas que homenageiam militares pedir a troca dos nomes. É necessário, para a mudança, que o militar tenha histórico de violações contra os direitos humanos e os moradores devem fazer um abaixo-assinado. A lei é de autoria dos vereadores Orlando Silva e Jamil Murad, ambos do PCdoB.

Outro projeto, de autoria do vereador Nabil Bonduki (PT), o PL 219/2013, permite que os vereadores mudem nomes de ruas que homenageiam pessoas envolvidas na ditadura militar.

A cidade de São Paulo possui mais de 65 mil ruas, sendo que várias delas são batizadas com nomes de representantes da ditadura militar no Brasil. Um exemplo é  elevado Costa e Silva, em homenagem ao ex-presidente conhecido pelo aperto à repressão.

Confira oito nomes de ruas que homenageiam líderes da Ditadura Militar e que agora podem mudar de nome

 

Avenida Presidente Castelo Branco
(Marginal Tietê – Barra Funda)
Primeiro presidente do Brasil no período da ditadura militar. Ficou no poder do dia 15 de abril de 1964, até 15 de março de 1967.

 

 

 

 

Rua Doutor Sérgio Fleury
(Vila Leopoldina)

Sérgio Fernando Paranhos Fleury foi delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e é reconhecido como um dos maiores torturadores do período militar no Brasil.

 

 

 

 

Via elevada Presidente Arthur da Costa e Silva
(Minhocão – Centro)

Foi o segundo presidente militar do Brasil durante a ditadura. Sob seu governo foi promulgado o AI-5.

 

 

 

 

 

Rua João Batista Figueiredo
(Pirituba)
Último presidente do período da ditadura militar.

 

 

 

 

 

 

Praça Augusto Rademaker Grunewald
(Itaim Bibi)

O almirante fez parte da junta militar que governou o país, também na ditadura militar, entre os dias 31 de agosto e 30 de outubro, de 1969.

 

 

 

 

 

Avenida General Golbery do Couto e Silva
(Grajaú)
O militar é considerado um dos pais do golpe militar do dia 1º de abril de 1964, que afundou o Brasil em uma ditadura de 20 anos.

 

 

 

 


Rua Ministro Mário David Andreazza
(Grajaú)

Também militar, Andreazza foi ministro dos Transportes nos governos de Costa e Silva e Médici, e ministro do Interior na gestão de Figueiredo.

 

 

 

 


Rua Carlos Simas
(Cidade Ademar)
Carlos Furtado Simas, ex-Ministro das Comunicações no Governo de Costa e Silva, foi um dos signatários do AI-5.

 

 

 

 

 

Imagens: Google

 

 

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