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Com ex-presidente Lula, Sindicato dos Bancários de São Paulo comemora 90 anos

Lula destacou o aumento da oferta de crédito nos últimos dez anos e assinou abaixo-assinado pela reforma política

Por Felipe Rousselet

Lula destacou o aumento da oferta de crédito nos últimos dez anos

Nesta terça-feira, 15, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região celebrou seus 90 anos com uma festa na Quadra dos Bancários, na região central de São Paulo. Entre os convidados do evento estava o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Lula destacou o avanço da oferta de crédito nos últimos dez anos, uma das bandeiras históricas defendida pelos bancários. “Quero dizer que a Juvandia [presidenta da entidade] dirige o sindicato no seu momento de ouro. Nós quando chegamos à presidência, esse país era um país capitalista sem capital. No Brasil inteiro, envolvendo todos os bancos públicos e privados, tinha apenas R$ 380 bilhões disponibilizados para crédito. Hoje, só no Banco do Brasil, que tinha menos de R$ 100 bilhões, tem R$ 600 bilhões. E a Caixa, que tinha apenas R$ 15 bilhões, hoje tem R$ 417 bilhões. Saímos de R$ 380 bilhões para R$ 2 trilhões disponibilizados para o crédito”, afirmou.

O ex-presidente afirmou que este aumento na oferta de crédito impulsionou a economia e dobrou o número de trabalhadores bancários, de 50 mil, em 2002, para 100 mil, atualmente. “Antes os bancários faziam passeata por que estavam fechando agências. Nós, pelo contrário, até compramos bancos. Quando percebemos que o Serra [José Serra] não tinha competência para cuidar da Caixa Econômica Estadual, nós assumimos o compromisso de comprar (…) Hoje o problema do sindicato não é mais fazer passeata porque os bancários estão sendo mandados embora, o problema agora é fazer passeata para cobrar melhores condições de trabalho para os bancários”, afirmou Lula.

Sob o lema “90 anos fortalecendo a democracia”, o evento destacou a importante luta dos bancários para as conquistas democráticas da sociedade brasileira.

“Não foi à toa, por conta da nossa história de luta pela democracia, que nesses 90 anos a diretoria do sindicato passou por cinco intervenções. Em 1936, 1939, 1947, 1964 e 1983. É exatamente por esse histórico de lutar pelos interesses da sociedade brasileira, da democracia, pelos direitos da categoria e dos trabalhadores que sofremos essa repressão”, comentou Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

“Este sindicato participa da vida do Brasil. Todas as lutas construídas nos últimos 90 anos foram construídas a partir da luta conjunta deste sindicato. Ele não olhou só para dentro dele mesmo, achando que o movimento sindical resolve todos os problemas da classe trabalhadora. Nós construímos transformação e este sindicato sempre teve essa visão”, declarou Vagner Freitas, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Reforma Política

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, aproveitou o evento para colher a assinatura de Lula no abaixo-assinado em favor da Reforma Política. O PT lançou uma campanha em favor da reforma na última sexta-feira (12).

O partido pretende reunir 1 milhão e 500 mil assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular contendo quatro itens: financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais; voto em listas pré-ordenadas nas eleições proporcionais (deputados e vereadores); paridade entre homens e mulheres nestas listas; e convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para tratar do tema.

“Aproveito a presença do presidente Lula para falar da campanha pela que o PT começou na sexta-feira, a campanha por uma reforma no sistema político eleitoral brasileiro. Uma campanha pelo financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais para barrar o peso do poder econômico neste país, para combater a corrupção. Também em favor das listas partidárias, elaboradas democraticamente, para que as pessoas possam votar mais claramente em programas, em projetos, e não só em pessoas. E que essa listas sejam feitas com alternância entre homens e mulheres de forma paritária. Para que nós possamos também convocar uma assembleia constituinte exclusiva para fazer uma reforma política eleitoral (…) Se a Juvandia me permite eu queria que aqui nós colhêssemos a assinatura do presidente Lula”, disse Falcão.

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