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Proposta de Alckmin para universidades paulistas dificulta entrada do cotista

Em plenária, Frente Pró-Cotas critica projeto tucano que cria etapa intermediária para a população pobre e negra 

Por Igor Carvalho

O Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp) foi rejeitado pelos ativistas e parlamentares (Foto: Rodrigo Gomes/Rede Brasil Atual)

O auditório Prestes Maia, na Câmara Municipal de São Paulo, estava lotada na noite da última terça-feira (05). Prova maior da relevância do debate sobre as cotas para negros nas universidades do Estado. O governo de São Paulo anunciou, em 20 de dezembro de 2012, o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp). Porém, a proposta paulista é contestado pela Frente Pró-Cotas, que reúne diversos movimentos sociais e culturais, por dois motivos específicos: não contemplar o percentual de cotas sobre a totalidade de vagas e criar os “colleges”.

Na proposta de Alckmin, os alunos aprovados no vestibular, na modalidade cotas, passariam a integrar um colégio comunitário que tem o intuito de nivelar os alunos considerados, pelo Estado, mais fracos. São os chamados “colleges”.

Para Dennis de Oliveira, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Estudos Interdisciplinares sobe o Negro Brasileiro da USP, a sugestão do “college” é racista. “A proposta estadual parte do pressuposto de que a população negra e pobre é despreparada para entrar na universidade”, criticou.

Já o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) afirmou que o projeto tucano é apenas uma tentativa de rivalizar com o a lei federal, conduzida pelos petistas. O programa paulista foi discutido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp)  a pedido do governador Geraldo Alckmin (PSDB), após o governo federal regulamentar a Lei de Cotas para as universidades federais. “Tenho dito que o PSDB até quando tenta acertar erra. Na ânsia de competir com o governo federal e tentar mostrar serviço, ele tropeça em si mesmo. Não podemos esquecer que o PSDB é contra as cotas, ele está fazendo isso por conta da pressão social, somos totalmente contra esse projeto”, disse Giannazi.

Silvio de Almeida, advogado e presidente do Instituto Luiz Gama, traçou um comparativo entre as propostas de cotas das duas esferas do poder. “A proposta estadual ela cria uma etapa intermediária, que na prática só dificulta a entrada do cotista na universidade, eles querem manter o negro fora da universidade nesse período, querem que ele desista”, criticou.

Percentual sobre vagas

A lei federal determina que o percentual destinado aos negros, nas cotas, deve ser o mesmo de presença negra no Estado correspondente. Em São Paulo, são 35% de negros. A proposta do governo paulista é que 50% das vagas nas universidades sejam para cotistas, assim sendo, dentro do universo de 50%, 35% serão negros, as demais vagas seriam destinadas para alunos oriundos de escolas públicas e índios.

“Queremos que o percentual seja calculado sobre 100% das vagas, assim teremos, de fato, 35%, se for só sobre os 50%, teremos apenas 17%, não é justo”, criticou Douglas Belchior, conselheiro da União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro).

Para Almeida, esse cálculo, previsto no Pimesp, fará com que os negros sejam “subrepresentados” nas universidades. Ainda de acordo com o advogado, outro fator que torna o projeto “racista”, é a citação de “Inclusão por Mérito”. “O mérito é excelência da virtude. Quando você parte do pressuposto de que quem está na USP tem mais mérito do que quem não está, e que os negros não estão na USP, isso sim é uma forma indireta de promover o racismo.”

A plenária ainda contou com as presenças dos deputados estaduais Adriano Diogo (PT), Alencar (PT) e Leci Brandão (PCdoB), além do vereador Toninho Véspoli (PSOL). Os parlamentares firmaram um compromisso de tentar aprovar uma audiência com caráter de convocação com a presença do governador Alckmin, e dos reitores João Grandino Rodas (USP), Julio Cezar Durigan (Unesp) e Fernando Ferreira Costa (Unicamp).

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1 Comentário

  1. TARYK Al Jamahiriya
    09/03/2013 at 08:33 — Responder

    A MeGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil
    personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e
    bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo
    Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós
    negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo
    chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos
    sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do
    PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de
    Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus
    Arnaldo Jabor,Carlos Sanderberg, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial,
    William Waack, William Bonner&Fatima Bernardes, Mônica Waldvogel ,Ernesto
    Paglial& Sandra Annenberg,Wolf Maya,Caio Blinder,Glenda
    Kozlowski, Daniel
    Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best
    seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo
    NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os
    negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que
    Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e
    o Judeu sionista racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os
    negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela
    criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa(Luciano
    Szafir) e Angélica(Luciano Hulk) ambas tendos seus filhos com
    judeus,apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de
    padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus sionistas,este
    BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeu
    sionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira
    isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de
    Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião,
    nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é
    patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut
    jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e
    empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador
    DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez
    anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de
    CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES
    de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título
    ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará
    a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e
    comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é
    lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro
    holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em
    seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima
    Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de
    criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante
    aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede
    GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo
    brasileiro. Organização Negra Nacional Quilombo – ONNQ 20/11/1970 – REQBRA
    Revolução Quilombolivariana do Brasil quilombonnq@bol.com.br

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