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Haddad quer incluir fiscalização de boates na Operação Delegada

Prefeito já propôs a Alckmin o uso de policiais militares para fiscalizar casas noturnas 

Da Redação

Comissão envolvendo empresários do setor vai discutir melhorias de segurança nas casas noturnas de São Paulo (Foto: Ricky Justus / Flickr)

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (30) que pretende usar policiais militares para fiscalizar casas noturnas da capital paulista.

A proposta é incluir a fiscalização destes estabelecimentos entre as atribuições da operação delegada, convênio que permite que a Prefeitura remunere PM’s para garantir o cumprimento da legislação municipal. Atualmente, a operação é usada somente na fiscalização do comércio ambulante.

Haddad afirmou que já fez a proposta de ampliação da Operação Delegada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Durante a campanha, o prefeito já propunha que o convênio não ficasse restrito a fiscalização dos ambulantes.

“Depois do ocorrido em Santa Maria, fizemos chegar ontem [terça-feira] ao governo do estado esse objetivo. A oportunidade de parceria no âmbito da fiscalização das casas que não respeitassem a capacidade máxima e sem tomar as providências devidas de acordo com a legislação”, declarou Haddad.

Reunião com empresários

O prefeito se reuniu também nesta quarta feira, 30, com dezenas de donos de casas noturnas em audiência para discutir melhorias nas condições de segurança destes locais.

No encontro, a principal queixa dos empresários estava relacionada com a burocracia e a demora na liberação dos alvarás. Também destacaram que aqueles que compareceram a reunião trabalham dentro da lei, diferente daqueles que não são alcançados pela fiscalização municipal.

“95% das baladas de São Paulo estão aqui. Casas sérias. Várias dessas casas estão sendo sacrificadas por uma burocracia da Prefeitura. Duvido que os empresários da noite que estão aqui não tenham a vistoria do Corpo de Bombeiros. O que a gente está pedindo é que esses processos sejam analisados”, afirmou Luiz Pucci, proprietário de uma casa de eventos no Itaim Bibi.

A Prefeitura comprometeu-se a formar uma comissão, junto com um grupo de empresários, para discutir ajustes na fiscalização e diminuir a burocracia  no processo de concessão dos alvarás.

Paula Motta, secretária de Licenciamentos, prometeu informatizar os processos no Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis) e dar mais transparência. Ela disse que, atualmente, a concessão de alvarás pode demorar  dois anos ou mais, devido a falta de padronização do serviço. De acordo com a secretária, o objetivo é reduzir este tempo para três meses.

“O tempo que a gente gostaria seria algo em torno de 90 dias, o prazo máximo para a gente trabalhar a longo prazo. Isso depende de quem está do lado de lá do balcão. Se entra um processo bem instruído, vai andar muito mais rápido”, disse Motta.

O empresário Alexandre Yousseff, dono de  casas noturnas na Rua Augusta e na Vila Madalena, afirmou estar esperançoso com a nova gestão municipal. “A Prefeitura está começando agora. É uma nova gestão. Estamos muito esperançosos.  Constituindo uma comissão tenho certeza de que a gente vai conseguir avançar bastante”, disse.

Com informações do portal G1. 

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