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PM paulista matou mais em 2012 que em 2006, época dos ataques do PCC

Em média, a Polícia Militar mata uma pessoa a cada 16 horas  

Da Redação

Polícia Militar já matou mais que em 2006, quando ocorreram os ataques do PCC (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Entre janeiro e novembro de 2012, a Polícia Militar de São Paulo matou mais que em todo o ano de 2006, época dos ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em 2012, a PM paulista já matou 506 pessoas no Estado em confrontos registrados como resistência seguida de morte. Em 2006 foram 495 mortos. Em média, a Polícia Militar paulista mata uma pessoa a cada 16 horas.

Segundo dados da Secretária de Segurança Pública, o mês de novembro teve a maior letalidade policial, com 79 mortos, desde que é possível a consulta eletrônica no Diário Oficial do Estado (a partir de 2003). Em comparação com o mesmo mês de 2011, o aumento foi de 75,5%. O ano de 2012 registrou ainda o maior número de assassinatos cometidos por PM’s no acumulado dos 11 primeiros meses desde 2003.

Mesmo diante destes números, a Secretaria de Segurança Pública afirma que o número de mortes por prisões é “relativamente baixo”.

O aumentos dos casos de mortos em confronto com a PM foi acompanhada da onda de violência que intensificou-se em outubro e provocou a queda do secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, em novembro, quando foi substituído por Fernando Grella Vieira.

Para o presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados Brasil em São Paulo, Arles Gonçalves Júnior, o elevado número de mortes por PM’s é  consequência da política de combate ao crime instituída por Ferreira Pinto.

“Enfrentamento do crime organizado tem de ser feito com inteligência, não com violência. Senão dá nisso, porque põe ‘pilha’ em quem está na rua”, afirmou Gonçalves em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo.

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo. 

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