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Após pressão popular, funcionamento do Cria da Vila Mariana deve ser mantido

Assessora técnica da Secretaria da Saúde garante que contrato com OS será renovado e que não haverá demissões

Por Igor Carvalho

Unidade do Cria, na Vila Mariana, será mantida (Imagem: Google)

Na reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), realizada na última terça-feira (11), a assessora técnica do gabinete da secretaria da Saúde, Rosângela Elias, garantiu que o contrato do Centro de Referência da Infância e Adolescência (Cria) será renovado. Ela ainda disse que as demissões, já pedidas pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora da unidade, serão revistas.

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O fechamento da unidade foi noticiado com exclusividade, na semana passada, pelo SPressoSP, no mesmo dia o assunto foi levado à Comissão de Saúde da Alesp, pelo Fórum Popular de Saúde. O fato deixou deputados preocupados, e uma nova reunião foi marcada para a última terça-feira (11), onde se decidiu pela revogação da decisão.

O Cria foi inaugurado em 2002, por um convênio entre a Unifesp e a Secretaria Estadual de Saúde (SES), com a interveniência da SPDM. A unidade psiquiátrica é responsável pelo tratamento de crianças e adolescentes e  mantém sua única unidade em São Paulo na Vila Mariana, zona sul. A unidade faz mil atendimentos por mês e tem 250 pacientes cadastrados.

Atendimento personalizado e pressão popular

Um dos motivos alegados, para o fechamento, era que a unidade não cumpria as metas de atendimento, fato rechaçado por funcionários, que não estão de acordo com atendimento proposto pela SES. “Nossas consultas demoram até uma hora, porque queremos entender o problema do paciente, dialogar e acompanhar, inclusive socialmente, nosso paciente, não apenas medicá-lo e mandá-lo para casa para atender outro às pressas”, explicou uma funcionária do Cria, que preferiu não se identificar, com exclusividade ao SPressoSP.

A decisão revogada significa uma vitória do Fórum Popular de Saúde, movimento reconhecido pela atuação em defesa da saúde pública, e que, entre outras coisas, ocupou um imóvel na Capela do Socorro, onde funcionaria um hospital prometido pelo prefeito Gilberto Kassab, promessa que não foi cumprida.

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