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Marco Aurélio Cunha: PSD será neutro na Câmara

Líder do partido na Câmara afirm que o partido não tem interesse em cargos e que bancada estará livre nas votações

Da Redação 

Marco Aurélio Cunha disse que Gilberto Kassab liberou a bancada para votar como quiser na Câmara de São Paulo em 2013 (Foto: Juvenal Pereira / Câmara Municipal de São Paulo)

Marco Aurélio Cunha, líder da bancada do PSD na Câmara Municipal de São Paulo, afirmou nesta terça-feira, 30, após conversa com o ainda prefeito e presidente do partido, Gilberto Kassab, que a sua bancada será neutra durante a gestão de Fernando Haddad (PT).

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Segundo Cunha, os vereadores do PSD foram liberados por Kassab para votarem os projetos de acordo com a sua convicção do que for melhor para a cidade. Porém, o líder do PSD na Câmara esclareceu que Kassab pode “sugerir” posições. “Ele pode até sugerir e acho que podemos ouvi-lo por causa do tino político que ele tem”, disse. A neutralidade da bancada do PSD é válida para o ano que vem.

Marco Aurélio Cunha esclareceu que o partido não tem interesse em negociar participação na gestão de Fernando Haddad e que o relacionamento do PSD com o governo federal não irá interferir nas decisões dos vereadores do partido em São Paulo.

Apesar do PSD ter apoiado José Serra (PSDB) nas eleições municipais, o partido deve manter o bloco formado com o PSB, que fez parte da coalizão que elegeu Haddad. O PSB conta com três vereadores eleitos. “O bloco se fortalece. Fica claro que não estamos em busca de adesão”, afirmou Marco Aurélio Cunha.

O PSD pode ser um importante aliado para garantir maioria para a gestão de Fernando Haddad na aprovação de projetos na Câmara, uma vez que possui 8 dos 55 vereadores eleitos.

Em busca da maioria

O coordenador da equipe de transição de Haddad e presidente municipal do PT, vereador Antônio Donato, disse que os esforços para garantir a maioria na Câmara devem começar na próxima semana. “Temos até a próxima legislatura dois meses que serão de intensa conversa com todas as forças políticas da Câmara para permitir que Haddad tenha maioria para apresentar e aprovar seus projetos”, declarou.

O vereador Milton Leite, do DEM, afirmou que o partido está refletindo sobre qual será seu posicionamento na Câmara em 2013 e que é cedo para que seja definido. O vereador Aurélio Miguel, do PR, seguiu a mesma linha de Leite e afirmou que ainda é cedo para definir a posição do partido. Porém, um fator de aproximação com a bancada governista em São Paulo é o fato do PR compor a base aliada da presidenta Dilma Rousseff.

Outros partidos que apoiaram Serra nas eleições municipais podem passar para a bancada governista em São Paulo. É o caso do PV, PTB e PRB, que assim como o PR fazem parte da base aliada do governo federal.

No momento, Haddad tem na bancada governista os partidos: PT, PMDB,  PSB, PHS, PC do B e PP. Um total de 21 vereadores. Ainda não tem posição definida os partidos: PSD, PV, PTB, PR, PRB e DEM. Este bloco possui 22 vereadores. Por outro lado, PSDB, PSOL e PPS devem formar a bancada de oposição na Câmara Municipal, com 12 vereadores.

Com informações do portal G1.

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