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Polícia ocupa a favela de Paraisópolis

Secretário de Segurança Pública afirma que ordem para matar PM’s saiu da comunidade 

Da Redação

Operação Saturação não tem data definida para acabar (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O secretario estadual de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, admitiu nesta quinta (29), pela primeira vez, que ordens para executar policiais militares partiram de criminosos que controlam o tráfico em Paraisópolis. “Dali emanaram algumas ordens de atentados contra PM’s”, disse Ferreira Pinto ao chegar na comunidade. Horas depois, Paraisópolis foi ocupada por 600 homens da tropa de choque da Polícia Militar.

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A ação da PM na área, batizada de Operação Saturação, tem como objetivo combater o tráfico de drogas e causar prejuízo ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A operação deve se estender por pelo menos um mês.

A guerra entre o crime organizado e a polícia é apontada por especialistas como uma das causas do constante aumento no número de homicídios na capital paulista. Execuções de policiais militares grande parte das vezes são seguidas de ações de criminosos, que mascarados passam de carro e motos atirando indiscriminadamente em locais onde supostamente funcionariam pontos de venda de drogas.  Familiares de vítimas denunciam que estes assassinatos estão sendo cometidos por policiais.

Em nota oficial, o governo do Estado afirma que o objetivo da ocupação em Paraisópolis é “combater o tráfico de drogas e diminuir os roubos na região, além de dar sossego a quem vive na comunidade”. Porém, de acordo com dados da própria Secretaria de Segurança Pública, no mês passado apenas um assassinato foi registrado na região e o número de roubos e furtos caiu, se comparados com o mês de agosto.

Até o momento, a Operação Saturação já apreendeu 130kg de maconha, 6kg de cocaína, 50 frascos de lança perfume e um fuzil. Também foram presas cinco pessoas, entre elas Edson Santos, o Nenê. Ele é suspeito de ser o “disciplina” do PCC em Paraisópolis, responsável pelo “tribunal do crime” na região. Nenê era o braço direito do chefe do tráfico na comunidade, Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, preso em agosto pela Polícia Federal.

Ferreira Pinto informou que a operação em Paraisópolis irá acontecer também em outras regiões de São Paulo, Entretanto, o secretário minimizou o domínio do PCC sobre o tráfico de drogas em São Paulo, para ele o “tráfico não é um monopólio da facção”.

Gilson Rodriguez, da União de Moradores de Paraisópolis, criticou a ação da polícia e afirmou que ações pontuais não resolvem o problema da violência. “É uma operação pontual que não resolve o problema. Nós precisamos investir no social. Muitas crianças estão fora da escola, não têm casa de cultura, acesso a esporte e lazer”, afirmou.

Com informações do jornal Estado de S.Paulo e portal R7 .  

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