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Homicídios disparam em São Paulo

Setembro registra aumento de 96% no número de homicídios dolosos em relação a 2011

Da Redação

Setembro foi o mês com maior número de homicídios em São Paulo desde o início da divulgação dos dados (Foto: Beraldo Leal / Flickr)

São Paulo registrou um aumento de 96% no número de homicídios dolosos em setembro, comparando com o mesmo período de 2011. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, 135 pessoas foram assassinadas na capital paulista, contra 69 ocorridos em 2011. O número de homicídios registrados em setembro é o maior em um único mês desde que os dados começaram a ser divulgados, em janeiro de 2011. Nos primeiros nove meses de 2012, a capital paulista registrou uma média superior a 3 homicídios diários.

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Analisando os homicídios nos nove primeiros meses do ano, houve um aumento de 22,7% em relação a 2011. Até o final de setembro foram registrados 919 homicídios na capital paulista.  Se compararmos o mês de setembro de 2012 com o mês anterior, São Paulo teve um aumento de 27% nos casos de homicídios dolosos. Em agosto foram registrados 106 crimes deste tipo, já em setembro foram 135 casos.

A situação da violência em São Paulo é ainda mais grave, uma vez que nestes números não estão inseridos as mortes chamadas de “ato de resistência seguido de morte”, quando acontecem em confrontos entre suspeitos e policiais. Foram registradas 382 mortes nestes confrontos, 240 somente na capital paulista.

Também não estão contabilizados os crimes de latrocínio, roubo seguido de morte, que tiveram um aumento de 225%. Em setembro deste ano foram registrados 13 latrocínios, contra 4 no mesmo mês de 2011. Na comparação de setembro com o mês anterior, agosto, os latrocínios tiveram um aumento igual ao registrado na comparação com o mesmo período de 2011, 225%.

Ao mesmo tempo que os homicídios crescem sistematicamente em São Paulo, a Polícia Militar paulista vive um momento de tensão. Desde o início do ano, 86 policiais militares foram assassinados no estado.

Em entrevista coletiva, o governador Geraldo Alckmin afirmou que o governo não vai se omitir diante dos assassinatos de policiais militares. “Você tem momentos de maior tensão, de enfrentamento. O que o governo não vai fazer é se omitir. Tem reação, enfrenta a reação. Não tem o menor problema, enfrenta a reação”.

Por outro lado, o comandante geral da PM, Coronel Roberval Ferreira França, disse que o aumento dos homicídios não está relacionado com uma possível guerra entre criminosos e policiais. “O principal aumento nos casos de homicídios ocorreu entre pessoas que não têm propensão ao crime, como homicidas passionais e aqueles que matam depois de brigar no trânsito ou em casa”, disse. “Não é possível atribuir o aumento dos homicídios a um suposto embate entre policiais e facção”, completou, contradizendo o governador.

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