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Na Rede Nossa São Paulo, Haddad desmente Serra sobre fim de parcerias com OS

Serra voltou a enfatizar a questão do ensino técnico e defendeu cursos “com diplominhas” de cuidadores de idosos, de pessoas com deficiência, de crianças, manicure, pedicure

Por Adriana Delorenzo

Em evento promovido pela Rede Nossa São Paulo nesta segunda, 22, os candidatos à Prefeitura de São Paulo no segundo turno, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), responderam perguntas da sociedade civil sobre suas propostas.  Haddad foi o primeiro a responder. Segundo ele, a saúde será o problema mais crítico que o próximo prefeito deverá enfrentar. E aproveiou o encontro para desmentir afirmações divulgadas por José Serra (PSDB) de que acabaria com as parcerias com as Organizações Sociais (OS). “Nunca disse isso”, desmentiu Haddad. “Ha parcerias com OS que vão muito bem, mas há outras que o próprio TCM [Tribunal de Contas do Município] pede para fiscalizar. O que existe é falta de gestão”, ressaltou.

O candidato Fernando Haddad (Foto: Paulo Pinto)

De acordo com o petista, o orçamento da saúde aumentou, porém a população não consegue perceber a melhora no serviço. Haddad também afirmou que faltam leitos na cidade, e que se compromete a construir mais três novos hospitais e a Rede Hora Certa, que na prática vai disponibilizar cirurgias que podem ser feitas em um dia, em ambulatório, sem a necessidade de internação. “A Hora Certa desafoga os hospitais e acaba com as filas”, disse.

Já o candidato José Serra, além de atacar o petista com a questão das OS, frisou que pretende reforçar a parceria com o governo estadual. “É preciso fazer uma integração perfeita [com o governo do estado].”

Outro assunto levantado foi o papel das subprefeituras. Haddad afirmou que irá romper com o atual modelo de seleção dos subprefeitos e criticou que, hoje, 30 coroneis estejam à frente das 31 subprefeituras. Serra, por sua vez, disse que quando assuminu a prefeitura em 2005, as subprefeituras estavam “loteadas”. Sua fala arrancou manifestações da plateia, que questionou: “E hoje não estão?”.

Cultura e educação
Serra defendeu a Virada Cultural, que, segundo ele, “foi a inovação mais espetacular feita na cultura nos últimos anos”. Também apresentou propostas com foco em equipamentos. Como exemplo, citou as bibliotecas de sua gestão, onde as pessoas são atendidas como se estivessem numa livraria.

Haddad criticou o fato de a cultura hoje ainda ser muito pensada na perspectiva do consumo e não da formação. Ele defendeu a “cultura como elemento central para promover a integração da periferia com o centro”. O petista também destacou a importância de fortalecer rádios comunitárias, jornais de bairros e laboratórios de garagem.

Em relação à educação, Serra voltou a enfatizar a questão do ensino técnico profissionalizante e defendeu, entrando na questão de trabalho e renda, cursos “com diplominhas” de cuidadores de idosos, de pessoas com deficiência, de crianças, manicure, pedicure.

O petista falou sobre sua proposta de formação continuada gratuita para os professores e a escola em tempo integral, onde o aluno tem dois turnos, com o segundo diferente do primeiro. Trata-se de utilizar outros equipamentos públicos, como clubes e bibliotecas para promover atividades de cultura e esportivas e aulas de recuperação.

Serra foi o segundo a responder as perguntas (Foto: AD/SPressoSP)

Segurança
Em relação à segurança, Maurício Broinizi, coordenador da Rede Nossa São Paulo, citou o programa “Territórios da Paz”, implantado em Canoas (RS), como exemplo de sucesso. Lá houve uma diminuição de 73% no índice de homicídios após o programa. A questão era se os candidatos reaplicariam a experiência na capital paulista. Haddad respondia, dizendo que o prefeito reeleito de Canoas, trabalhou com ele no MEC, nessa hora, alguém gritou na plateia “é piada”. “Piada é o que está acontecendo na cidade de São Paulo, onde tem gente morrendo por falta de uma política de segurança”, respondeu o petista.

Haddad defendeu uma polícia comunitária, onde as pessoas são chamadas pelo nome, que conhece as lideranças, os lojistas do bairro, além de programas sociais e um sistema de vídeo monitoramento, com uma central única, para CET, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Serra elogiou a Operação Delegada, onde os policiais fazem “bicos” oficiais em seus dias de folga, e os Consegs. Já a experiência dos Territórios da Paz, para Serra, não se aplicaria em São Paulo.

Ambos os candidatos concordaram que é preciso renegociar a dívida de São Paulo com o governo federal.

Haddad ainda falou sobre o Arco do Futuro, que pretende reorganizar São Paulo. A ideia é gerar novos polos de desenvolvimento, com geração de empregos e infraestrutura pública. A iniciativa privada terá redução de ISS e IPTU para se instalarem nesses novos polos e trazer moradia para o centro. O petista ainda defendeu o controle social, com transparência, e a criação de uma Controladoria Geral do Município, para atuarem junto ao TCM.

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