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Dois presos morrem em Centro de Detenção, um asfixiado e o outro enforcado

Um dos mortos será enterrado como indigente, presídio está superlotado

Por Igor Carvalho

Presídios superlotados são, para a Pastoral Carcerária, um dos problemas das penitenciárias do Estado. (Foto: Flickr/FernandoBastisttella)

Dois presos morreram no Centro de Detenção Provisória de Belém 2, na última quarta-feira (17). Wellington Porto Xavier dos Santos, por enforcamento, e Adriano Marinho da Cruz, por asfixia.

O caso foi recebido com aflição pelo padre Valdir Silveira, da Pastoral Carceária. “Há um clima tenso em toda rede carcerária do Estado de São Paulo, estamos aguardando mais notícias sobre o que aconteceu no Belém 2, mas os fatos estão confirmados.”

Outro preso faleceu, nesta quinta (18), no Centro de Protenção Penitenciária de Valparaíso. “É complicado ver essas mortes, até porque essas pessoas estão sob a custódia do Estado e este precisa nos informar das circunstâncias”, reclama Silveira.

Segundo a Pastoral Carcerária, a capacidade do Centro de Detenção Belém 2 é de 768 presos, mas, hoje, acolhe 1.937. De acordo com o padre Silveira o caso já está sendo investigado pela Defensoria Pública de São Paulo, no núcleo especializado em Situação Carcerária, porém os responsáveis não foram encontrados para comentar as mortes.

Adriano Marinho da Cruz será enterrado como indigente, uma vez que seus parentes não foram encontrados.

Comentários

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  • Deboliv

    É esse o Estado governado pelo PSDB há quase vinte anos. Um Estado que virou as costas para sua população, seja a ordeira, seja a carcerária. Isso explica porque uma Defensoria Pública forte é tão necessária, e porque se resiste tanto a implementá-la. Goverde de ricos e para ricos. Detalhe: os de colarinho branco estão soltos e muito bem tratados.

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