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Mães de Maio cobram atuação do governo federal contra crimes policiais

Movimento quer a desmilitarização da PM e fim dos “autos de resistência”

Da Redação

Na última quinta-feira (11), em Brasília, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu a líder e fundadora do movimento Mães de Maio,  Débora Silva Maria.

Maria do Rosário recebeu fundadora do movimento Mães de Maio (Foto: Reprodução)

No encontro, Débora relatou à ministra e ao Ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, o agravamento da violência cometida por policiais na Baixada Santista, em São Paulo. A ministra foi convidada a visitar a região para fortalecer a visibilidade da questão.

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A ministra defendeu o fortalecimento da atuação das Mães de Maio, grupo dedicado a combater a violência e os crimes cometidos por agentes do Estado. Criado em maio de 2006, o movimento é contra a violação de direitos humanos.

Maria do Rosário pediu ainda apoio das entidades para o encaminhamento da proposta de Resolução Recomendatória do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH/SDH).

O documento prevê a proibição nos registros policiais dos chamados “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”. Ele está em consulta pública no portal da SDH/PR e tem como objetivo garantir que todos os homicídios sejam devidamente investigados e, desta forma, reduzir os altos índices de violência contra a população em geral e contra os policiais.

Mães de Maio – O Movimento Mães de Maio é formado por cerca de 70 mulheres que apontam a Polícia Militar como responsável pelos assassinatos cometidos no mês de maio de 2006, na Baixada Santista, Guarulhos e na Capital.

O grupo pede a desmilitarização da polícia, a criação de uma política de apoio aos familiares de vítimas da violência do Estado e a classificação das mortes cometidas por policiais como homicídio, e não “resistência seguida de morte”, como são registradas atualmente.

Na madrugada da última segunda-feira (8), sete pessoas foram mortas e outras cinco ficaram feridas, na Baixada Santista, na segunda série de assassinatos na região em menos de três dias. As execuções de civis ocorreram após o assassinato do sargento da Polícia Militar Marcelo Fukuhara (45), executado tiros de fuzil em frente ao buffet de sua esposa, na Ponta da Praia. O Ministério Público suspeita de que se trata da disputa entre policiais e criminosos.

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