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Fachada do Cine Belas Artes é tombada

Condephaat reconhece o valor do imóvel para a cidade; é um primeiro passo na luta pela reabertura do cinema

Por Adriana Delorenzo

São Paulo – O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo (Condephaat) aprovou na tarde desta segunda (15), o tombamento do Cine Belas Artes. Foram 16 votos favoráveis pelo tombamento e duas abstenções. Com a decisão, o proprietário do imóvel deve preservar a fachada do prédio.

Manifestação em frente ao cinema, em março deste ano, cobrou o tombamento do Belas Artes, considerado um patrimônio cultural e histórico (Foto: Fora do Eixo)

O Movimento Belas Artes (MBA) destaca que agora a luta continua pela volta do cinema. Com a decisão, o dono do imóvel, na esquina da R. Consolação com a Av. Paulista, tem o direito de utilizar o interior do espaço para outro fim, pois apenas a fachada foi tombada. Mas, ao ser tombado, há uma série de restrições que pode facilitar a volta do cinema.

“É uma vitória para a comunidade paulistana, é a primeira vez que o poder público se manifesta reconhecendo o cinema um patrimônio da cidade”, afirmou Afonso Lima, do MBA. Conforme ele explica, há dois caminhos a partir de agora: a prefeitura conceder incentivos para que o proprietário mantenha o cinema, como acontece no Cine Paissandu, no Rio de Janeiro, ou a compra do imóvel pelo poder público. A União, o Estado e o Município, nessa ordem, terão direito de preferência para aquisição.

Lima destaca a mobilização popular para a conquista dessa primeira vitória e a falta de apoio da Prefeitura na causa. “Lutamos contra uma gestão que cortou tudo que havia de participação popular e priorizou a especulação imobiliária”, criticou. “Com o que a Prefeitura gasta em um dia de Virada Cultural poderia comprar o espaço”, comentou. O Cine Belas Artes funcionava desde 1943 e, como lembra Lima, promovia acesso a uma programação de qualidade. Segundo ele, com a localização privilegiada próximo ao metrô, muitas pessoas da periferia frequentavam a sala. “Foi uma perda enorme para a cidade.”

Em continuidade à luta pela reabertura do cinema, na próxima segunda (22) haverá uma audiência pública na Assembleia Legislativa (Sala Dom Pedro), às 19h. Foram convidados o promotor Washington Luis de Assis, responsável pelo caso no MP, os vereadores da CPI na Câmara, o deputado estadual Carlos Giannazi (PSoL), criador do projeto de lei em favor da compra do espaço, cineastas e os candidatos a prefeito.

 

 

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