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Destino do Belas Artes pode ser definido hoje

Condephaat determinará pelo tombamento, ou não, e o processo pode ir parar na Justiça

Por Igor Carvalho

Cerca de 2 mil pessoas circulavam pelo Cine Belas Artes nos finais de semana (Foto: Flickr markhillary)

Nesta segunda-feira (15), às 10h, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), debate o futuro do Cine Belas Artes, que encerrou suas atividades em 17 de março de 2011.

Paralelo ao processo de tombamento, ou não, do tradicional cinema da capital paulista, corre a CPI do Cine Belas Artes, na Câmara Municipal. Na última quarta-feira (10), os vereadores ouviram o promotor de Meio Ambiente, Washington Luís Lincoln de Assis, sobre o processo de tombamento.

Durante a audiência, o presidente da CPI, o vereador Eliseu Gabriel (PSB), cogitou a possibilidade de um plebiscito, para consultar a população sobre o tombamento. “Os órgãos de preservação não ouviram a população da cidade e isso é grave. O promotor trouxe uma série de esclarecimentos. O Cine Belas Artes precisa voltar assim como o Cine Paissandu, do Rio de Janeiro, está voltando, isso dá um ânimo para nós’’, afirmou Gabriel.

 O promotor lembrou que no caso do Condephaat não tombar o cinema, a promotoria pode apelar para o judiciário. Em novembro de 2011 o órgão já havia considerado juridicamente que o tombamento do imóvel era inapropriado, já que o que se pretende preservar é o uso do espaço, e não a arquitetura.

O Belas Artes funcionava desde 1943 na esquina da Avenida Paulista com a Consolação.

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