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PT denuncia uso de escola municipal em ato pró-Serra

Campanha teria usado instalações da escola e alimentos destinados exclusivamente à merenda escolar

Por Cezar Xavier, com informações do Portal Linha Direta

O Portal do Diretório Estadual do PT-SP traz, hoje, denúncia com fotos e vídeo de que uma escola municipal paulistana estaria sendo usada como ponto de encontro para funcionários que participariam de uma atividade de campanha de José Serra (PSDB). Na denúncia, a pessoa que pediu para ter a identidade mantida em sigilo afirmou que funcionários do Cieja seriam coagidos a participar do evento, assim como seriam usados os equipamentos públicos.

Ato da Educação no Teatro Municipal com Alexandre Schneider e Serra. Foto de Fernando Cavalcanti/Campanha Serra Prefeito

A Secretaria de Educação informou desconhecer o episódio, mas prometeu abrir apuração interna. Alexandre Schneider, vice do tucano e ex-titular da pasta, se disse surpreso com o relato e negou uso de prédio público para fins eleitorais. O evento levou 4.500 pessoas à escadaria do Teatro Municipal e foi organizado por Schneider.

Segundo a reportagem da Linha Direta, os portões do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) do Cambuci foram abertos na manhã do último sábado (15) para a concentração de funcionários que participaram de uma atividade de campanha de José Serra (PSDB).

A unidade funciona regularmente de segunda à sexta-feira, das 7h15 às 22h30. Porém, neste final de semana, o estacionamento da escola foi utilizado para guardar carros de funcionários e simpatizantes do PSDB que seguiram em caravana – em um ônibus alugado – até uma plenária para os servidores da educação, organizada pela campanha do tucano.

Bolinho da Prefeitura

Para confirmar as informações do denunciante, militantes petistas foram até a escola por volta das 9 horas do sábado. Sem dificuldade, conseguiram entrar e circular por todo o prédio. Cerca de 20 pessoas – a maioria identificada como funcionários – estavam concentradas na sala dos professores.

Ali na sala dos professores, uma pessoa que se apresentou como diretora da escola ofereceu aos visitantes bolinhos – cuja embalagem trazia a inscrição “Venda Proibida. Prefeitura do Município de São Paulo. Produto Destinado a Programas de Alimentação”. “Ela (diretora) ofereceu e disse: ‘Pega. É o bolinho da Prefeitura’”, explica o ativista Sérgio Pecci, um dos militantes que esteve na escola.

Por volta das 10h15, os supostos funcionários deixaram a unidade e caminharam por aproximadamente 300 metros, contornando o terreno da escola. Atrás das instalações da unidade, um ônibus da empresa Trans Comin os aguardava. Às 10h27 o veículo seguiu em direção à região central da cidade, onde ocorreu o ato político.

“É perceptível o intuito de não caracterizar o uso da máquina pública, tanto no embarque mais afastado da porta da escola, como no desembarque, feito metros distante do Teatro”, conclui Pecci.

Diálogos, todo o trajeto e a dispersão já no evento de campanha de Serra foram registradas em vídeos e fotos pelos militantes. O material será encaminhado ao Ministério Público para averiguação.

A equipe do portal Linha Direta entrou em contato com a coordenação da unidade Cambuci que confirmou que a escola funciona de segunda à sexta-feira. Porém, uma funcionária explicou que “no sábado a escola foi aberta para que os professores guardassem os carros para irem a uma atividade”.

Assista o vídeo produzido pelos militantes petistas:

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