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Programa de combate a incêndios em favelas não recebeu verba em 2012

Apenas 3% dos loteamentos irregulares de São Paulo tiveram recursos da Prefeitura para prevenção

Da Redação

Previn só existe em 3% dos loteamentos irregulares e não recebeu verba específica da Prefeitura em 2012 (Foto: Devanir Amâncio / Blog do Milton Jung / Flickr)

De acordo com dados da execução orçamentária, o Previn (Programa de Prevenção contra Incêndios em Assentamentos Precários) não recebeu nenhuma verba da Prefeitura neste ano.

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O prefeito Gilberto Kassab só decidiu ampliar o programa na última sexta-feira (14), após 57 dias de estiagem e 68 incêndios registrados pelo Corpo de Bombeiros em favelas de São Paulo. Apesar de um convênio ter sido firmado com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp),  no valor de R$ 853 mil, para a instalação de hidrantes e redes de abastecimento de água nas favelas, nenhum centavo foi liberado.

O programa prevê a formação de “zeladores”, moradores da comunidade que passam a receber R$ 653 por mês depois de realizarem cursos de capacitação para o primeiro combate a incêndios. A Defesa Civil oferece  palestras de orientação e treinamento.

O mais recente incêndio em favelas de São Paulo aconteceu na última segunda-feira, 17, na Favela do Moinho. A comunidade já havia sido afetada por um incêndio de grandes proporções em dezembro de 2011 e participa do Previn. Porém, moradores relataram a falta da chave necessária para abrir os hidrantes instalados na comunidade.

“Poderia ajudar mais se houvesse uma chave aqui para a gente abrir o hidrante na hora em que o fogo começasse”, afirmou Humberto José Marques de Rocha, vice-coordenador da Associação de Moradores da Comunidade da Favela do Moinho.

Um dia depois do incêndio na Favela do Moinho, o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, afirmou que o Previn não é ampliado para mais favelas porque a Prefeitura só tem “pernas” para implantar o programa em 50 favelas, “as de maior inflamabilidade”. O número representa 3% dos 1.633 assentamentos precários da cidade, conforme a Secretaria de Habitação.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras também informou que investiu R$ 1,7 milhão em equipamentos (botas, capacetes e capas) desde o ano passado, além de fazer o pagamento dos salários de 124 “zeladores”. A administração também disse que instalou hidrantes e distribuiu 4 mil cartilhas educativas. Entretanto, a pasta não esclareceu a razão de não haver verba específica para o Previn em 2012.

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

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