Home»REGIÃO»Capital»Prefeitura de São Paulo não tem solução para desabrigados da favela Humaitá

Prefeitura de São Paulo não tem solução para desabrigados da favela Humaitá

Incêndio ocorrido na última sexta-feira (27), na zona oeste de São Paulo, deixou pelo menos 400 desabrigados

Por Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual

Favela Humaitá antes do incêndio que destruiu 102 barracos (Foto: julianodip / Twitter)

A prefeitura de São Paulo ainda não sabe para onde serão encaminhados os cerca de 400 desabrigados do incêndio ocorrido na última sexta-feira (27) na favela Humaitá, zona oeste da cidade. Até agora, 145 famílias foram cadastradas no Plano Municipal de Habitação, mas não existe prazo de quando elas deixarão os abrigos em que estão alojadas, de acordo com as secretarias de Comunicação Social e Habitação da prefeitura.

O setor de comunicação não confirmou a informação recebida pelos moradores de que antes de 30 dias eles sairiam dos abrigos e começariam a receber aluguel social, até que fossem contemplados com casas próprias de planos de habitação do município. Crente nessa promessa, uma comissão dos desabrigados desistiu de procurar a Secretaria de Habitação para tentar uma reunião, segundo informou a líder do grupo, que preferiu não se identificar.

A Secretaria de Comunicação afirmou que programas de aluguel social são direcionados para famílias que perderam moradias regulares, o que não é o caso dos moradores de Humaitá. Eles ocupam uma área que pertence parte à prefeitura, parte ao governo do estado e parte a proprietários privados.

A única garantia que os moradores têm por enquanto, segundo a comunicação da prefeitura, é o cadastro no Plano Municipal de Habitação, que foi comparado pela secretaria a uma “fila de transplante de órgãos”. Questionados sobre a demora recorrente nesse tipo de procedimento, a secretaria informou que a prefeitura não tem como resolver instantaneamente o problema de habitação do município e que todos os casos são urgentes.

A maioria dos desabrigados se hospedou em casas de parentes e amigos. Trinta e oito pessoas foram alojadas no vestiário do Clube Escola Pezão. Uma outra parcela dos desabrigados não aceitou a transferência para o abrigo e improvisou acampamento em uma praça próxima ao local do incêndio.

 

 

Comentários

Comentários

Kassab desobedece Justiça para apressar Nova Luz, acusam associações

Protestos de motoqueiros em São Paulo e no Rio evidenciam crise da mobilidade