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Procurador da República defende a troca do comando da PM paulista

Em audiência pública, Matheus Baraldi Magnani diz que são necessárias mudanças na estutura ideológica da corporação 

Da Redação

Atual comandante geral da PM, coronel Roberval Ferreira França, foi nomeado em abril pelo governador Geraldo Alckmin (Foto:Cris Castello Branco/Governo de São Paulo)

Em audiência pública realizada nesta quinta, 26, no Ministério Público Federal, o procurador da República Matheus Baraldi Magnani defendeu que o comando e a estrutura ideológica da Polícia Militar de São Paulo sofram mudanças. “É oportuno o momento para questionar a troca do comando da Polícia Militar. Mas não só a troca pontual, como também a luta pela mudança na estrutura ideológica”, afirmou o procurador. Magnani disse que irá entrar com uma ação civil pública solicitando a troca do comando da PM paulista.

Para Magnani, os praças da PM estão sem controle devido à apologia do uso da violência pela PM. “Essa apologia do uso da violência excessiva pelo estado hoje faz com que tenhamos praças absolutamente desequilibrados, que não conseguem nem dosar e nem direcionar a violência. O praça não está sob controle, foram ensinados a praticar violência em patamares excessivos”, disse.

O procurador ainda pretende encaminhar uma representação ao procurador geral da República para acompanhar as ações da PM no estado nos próximos 12 meses e estuda entrar com pedido para que casos não conclusivos envolvendo mortes atribuídas a PMs no estado sejam investigados pela Polícia Federal (PF), com acompanhamento do MPF, por meio do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). “É necessário para mostrar, em um futuro próximo, que a federalização desses casos é necessária”, frisou.

Presente na audiência pública, o coronel Jair Paes de Lira, ex-deputado federal, defendeu a corporação. “Qualquer ato de violência ilegal deve ser apurado e não estamos aqui para defender a violência e, sim, a apuração dos fatos”, disse. Em resposta, Magnani afirmou que não se pode tratar casos sequenciais como pontuais.

O governador Geraldo Alckmin criticou a posição do Ministério Público Federal e a classificou como descabida. “Acho que o Ministério Público Federal deveria investigar, primeiro, o tráfico de droga. Produzimos laranja, cana, café, soja, milho. Não produzimos cocaína”, afirmou.

Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública repudiou a ação do MPF e a chamou de “absurda e capciosa”. O secretario estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse que iria abrir representação contra o procurador Matheus Baraldi Magnani na corregedoria do Ministério Público Federal.

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