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Índice de criminalidade cresce em São Paulo

Em março, a cidade registrou aumento de 80% nos homicídios, em relação a 2011. Enquanto isso, Kassab comemora diminuição da violência nos Jardins

Por Felipe Rousselet

Capital paulista impulsionou os índices de criminalidade do estado (Foto: Elson Natário / SSP-SP))

A Secretaria Estadual da Segurança divulgou, ontem, 26, um balaço que demonstra o aumento dos índices de criminalidade no estado de São Paulo, inclusive na capital. O número de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) cresceu 7% no primeiro trimestre. Esta media foi puxada principalmente pelo aumento no número deste crime na capital, onde nos primeiros três meses deste ano houve um aumento de 14% em comparação com igual período de 2011. A cidade de São Paulo registrou no mês de março um aumento espantoso de 79,25% nos homicídios dolosos. Foram 82 mortes a mais que as registradas em março do ano passado.

Com o aumento do número de homicídios, uma das principais bandeiras da segurança pública paulista caiu por terra. O governador Geraldo Alckmin sempre enfatizou que São Paulo mantinha índices de homicídios menores que 10 mortes para cada 100 mil habitantes, índice limítrofe para que a violência no estado possa ser considerada “epidêmica”. Com a divulgação do balanço, o índice atingiu 10,6.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, o crescimento dos assassinatos não é motivo de grande preocupação. Segundo ele, o mês de março de 2011 foi um “ponto fora da curva” . Naquele ano, foram registrados 53 casos diante de uma média histórica de 70 a 90 casos. Neste ano, foram 94.

Outros Crimes

Não foram apenas os homicídios dolosos que registraram aumento no primeiro trimestre de 2012. Todas as outras modalidades criminosas registraram alta, com exceção dos latrocínios (roubos seguidos de morte), que tiveram queda de 2,4%, e dos sequestros, que diminuíram em 11%.

O roubo de veículos cresceu 16,88%, tentativas de homicídio 15,11%, estupros 13,49%, lesão corporal 9,23%, furtos 0,3%, tráfico de drogas 15,73%, e roubos em geral, 4,05%.

Roubos de veículos na capital

Outro dado que chama a atenção no balanço divulgado é o aumento dos roubos de veículos na capital paulista. Em comparação com março de 2011, o mês passado registrou aumento de 28%. Os furtos (onde não existe violência ou grave ameaça a vítima) concentram-se em bairros nobres da zona oeste, como Perdizes, Lapa e Pinheiros. Já os roubos possuem maior incidência em bairros carentes. Oito dos dez distritos policiais que lideraram os casos de roubos de veículos no ultimo mês estão nas zonas sul e leste. O Jardim Miriam, uma das regiões mais pobres de São Paulo, é o bairro com mais casos de roubo de veículos. Só no mês de março foram registrados 169 casos.

No seu primeiro pronunciamento como Comandante Geral da Polícia Militar Paulista, o coronel Roberval França estabeleceu como prioridade da corporação a diminuição dos roubos de veículos. “É nosso principal fator de insegurança aqui no Estado de São Paulo”, afirmou França.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública atribui o crescimento de roubos de veículos ao aumento da frota no estado.

Comemoração fora de hora

No mesmo dia em que foi divulgado o balanço que constatou o aumento da criminalidade no estado, impulsionado principalmente pelos números da capital, o prefeito Gilberto Kassab e a cúpula das polícias de São Paulo reuniram-se no MuBe (Museu Brasileiro da Escultura), nos Jardins (zona oeste de São Paulo), para receberem os agradecimentos da AME Jardins, associação de moradores do bairro.

Os Jardins registraram números diferentes do restante da capital paulista no que tange a segurança pública. Enquanto a cidade registrou aumento de roubos e furtos, o bairro onde reside o prefeito apresentou significativa queda destas duas modalidades de crimes. Os furtos caíram 11% e os roubos 35%.

A explicação para tamanha discrepância nos índices de criminalidade dos Jardins, se comparados com a média da capital, pode ser encontrada nos investimentos do poder público municipal na região. Neste ano, a prefeitura destinará R$ 35 milhões à Subprefeitura de Pinheiros, região com 290 mil habitantes que inclui os Jardins, para fins de zeladoria (limpeza, iluminação, manutenção de calçamento e praças). Em comparação, a subprefeitura da Capela do Socorro, região com 594 mil habitantes, receberá quase o mesmo valor, R$ 38 milhões.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o prefeito comparece a eventos semelhantes em todas as regiões da cidade.

Comentários

Comentários

  • Daniel F de Araujo

    Esse prefeito é uma piada mesmo, na Alameda Tiete, jardins, neste ano já fizeram arrastão no restaurante esq com rua augusta, já roubaram um condominio e na Bela Cintra tbm arrastão em condominio .
    Onde q baixou a criminalidade em São Paulo???????????

    • Ei, pena q vc só conhece essa São Paulo, de Rua Augusta, Jardins Bela Cintra… São Paulo tem mais de 11 milhões de habitates! Vc conhece todos os extremos dessa cidade? conhece Guaianazes? conhece Brasilândia? conhece Parelheiros? conhece Vila Sônia? Então certeza q vc não conhece! o crime não nasceu hoje nem antes de ontem, roubo furto existe mais de 2012 anos, isso mesmo antes de cristo, mais o q vc sabe só conhece esses lugares q vc relatou, então pega seu carro vai dar umas voltas pela cidade, vá até os extremos da cidade, e veja a realidade dos menos afortunados, vc acha q está pior ae onde mora? No mínimo vc de ser apenas um estudante q teve seus estudos pago pelo seu pai doutor e sua mae doutora, nem todos são igual a vc, esses problemas de segurança, q vc escreveu, já faz parte da sociedade e tem muito tempo já, e vc q faz para melhorar a nossa cidade.

      • Ricardo

        Com certeza a criminalidade é ainda maior nas regiões carentes de qualquer cidade, estado ou país; o que não quer dizer que devemos deixar aquelas áreas onde o poder econômico nos parece mais concentrado, totalmente abandonado; até porque isto seria nivelar por baixo e abandonar a todos. Os investimentos devem ser proporcionais aos índices e o que se observa é justamente uma publicação de índices falsos e um discurso para a população mais carente de promessas e mais promessas. Aliás, este tipo de política, tão mais antiga do que os crimes mencionados por você.

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