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Ato em frente ao Belas Artes pede reabertura do cinema

Há um ano fechado, manifestantes destacam o valor cultural do espaço para a cidade e lutam por tombamento

Por Mario Henrique de Oliveira

O dia 17 de março de 2012 marca exatamente um ano em que a última sessão de um filme foi exibido no tradicional Cine Belas Artes, localizado na Rua da Consolação. De lá para cá, foi criado o Movimento pelo Belas Artes, MBA, que busca a reabertura do cinema e o seu tombamento, devido ao valor cultural que o local representa para a cidade.

O senador Suplicy vestiu a camisa do movimento e declarou seu apoio (Foto: Casa Fora do Eixo)

Por isso, na tarde deste sábado ativistas do movimento se reuniram na frente do estabelecimento para chamar a atenção das autoridades sobre o assunto. Entre os presentes estavam o senador Eduardo Suplicy (PT), os deputados Adriano Diogo e Simão Pedro (PT), e o vereador Elizeu Gabriel (PSB).

“É a maior mobilização por um patrimônio cultural e histórico que já ocorreu no Brasil”,  disse o jornalista Beto Gonçalves, que integra à coordenação do movimento. “Temos mais de 90 mil assinaturas pedindo a sua reabertura. Já conseguimos impedir que seja demolido ou transformado em uma grande loja de departamento. Queremos o Belas Artes de volta. Ele faz parte da nossa cultura”, argumentou.

Atualmente, o Belas Artes está em processo de estudo de tombamento nos órgãos municipal e estadual responsáveis e por isso não pode ser negociado ou reestruturado. O vereador Elizeu Gabriel informou que irá entrar com pedido junto ao prefeito para declarar o Belas Artes de utilidade pública. “Vou fazer o pedido de fazer do cinema um DUP, uma declaração de utilidade pública, assim só a prefeitura poderia exercer o direito de compra do imóvel”, afirmou.

O senador Suplicy relembrou sua juventude, quando era morador da região e frequentava muito o cinema. Ele ressaltou também a importância do movimento popular. “Cresci nessa região, morava a poucas quadras daqui e estudava também aqui perto. O Belas Artes sempre era uma belíssima opção de lazer, bom para trazer a namorada.”

“A manifestação pública é muito importante e é apenas por causa dela que ainda conseguimos lutar por muitas coisas”, disse o senador. Em meio a muitas falas sobre a importância cultural do cinema, foram destacadas algmas histórias do local, que abrigou a primeira cinemateca do Brasil.

“O tipo de filme que passava aqui é diferente dos que vemos hoje no circuito comercial”, ressaltou a manifestante Gabriela Cardoso. “Era um local de cinema alternativo, cinema de arte. Não nos foi oferecido e nem dado nada em troca. As opções para quem era frequentador daqui são escassas. Ele faz muita falta.”

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