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Suplicy denuncia casos de agressões físicas e abuso sexual no Pinheirinho

Relatos colhidos no início do mês mostram violência cometida por membros da ROTA durante reintegração de posse

Por Sâmia Gabriela Teixeira

O senador Eduardo Suplicy apresentou, em pronunciamento, trechos de documento produzido pelo Conselho de Defesa da Pessoa Humana (Condepe), feito com base em relatos dos moradores do Pinheirinho. De acordo com as histórias colhidas, os abusos foram cometidos por policiais identificados como componentes da ROTA.

As falas foram registradas no dia 1 de fevereiro, no gabinete da 10ª Promotoria de Justiça de São José dos Campos, com a presença do senador.

Segundo uma das vítimas, no dia 22 de janeiro, por volta das 11h30, enquanto estava em casa acompanhada de outras pessoas, policiais entraram no imóvel “de modo abrupto, violento, rendendo, sob agressões, segurando-o pelo pescoço”. A vítima conta também que “renderam a sua esposa, de 26 anos, subjugando-a, agarrando-a pela trança do cabelo”. Ainda conforme o relatório, ela “por cerca de quatro horas, sofreu diversos modos de sevícia por parte dos policiais que ali ingressaram (…) abuso sexual, sexo oral, agressividade física com empurrões, agressões com coronha de arma de fogo e toda ordem de violência física, afora afirmações de conteúdo irônico e terror psicológico”.

Dentro do mesmo imóvel, um rapaz de 17 anos sofreu ameaças de empalação com um cabo de vassoura. “Durante a investida, o pai do rapaz de 17 anos ficou segregado pelos policiais em seu próprio quarto, com arma apontada para ele. ‘O senhor fique aqui nesse quarto e não…’. Enquanto ele ouvia os gritos do rapaz sendo seviciado e ameaçado com um cabo de vassoura, ficava o pai trancado no quarto ameaçado pelos policiais”.

O pedido de Suplicy para que a integridade das vítimas seja resguardada se deve também ao registro dos relatos de ameaças de policiais. “Vocês sabem qual é a fama da ROTA? A ROTA mata. E nós vamos matar vocês se vocês denunciarem esses fatos que estão aqui acontecendo e que estivemos aqui fazendo isso com vocês”, relatou, para registro, a vítima.

Após o pronunciamento de Suplicy, o senador Aloysio Nunes afirmou que as acusações serão apuradas pelo governo e pela corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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