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Serginho Chulapa revela as histórias do "artilheiro indomável"

Jornalista Wladimir Miranda lança livro em que o ex-atacante conta suas polêmicas e dá sua versão sobre o que aconteceu na Copa de 1982 e o boicote que teria sofrido no Corinthians. 

Por Mario Henrique de Oliveira

Quem nunca ouviu um “causo” de Serginho Chulapa que atire a primeira pedra. Ídolo e adorado pela torcida de dois grandes rivais dentro de campo, Santos e São Paulo, o ex-atacante também entrou para uma seleta lista de jogadores admirados por todas as torcidas. Durante toda sua carreira, se destacou pelos gols, polêmicas, brigas e por ser mulherengo. E várias de suas histórias estão no livro O Artilheiro Indomável – As Incríveis Histórias de Serginho Chulapa, escrito pelo jornalista Wladmir Miranda.

Livro será lançado no dia 12, no Artilheiros Bar

“Quando fui falar com ele sobre o projeto do livro, topou na hora e me deu liberdade total para contar tudo. Nesse livro, ele expõe todas suas vísceras, foge um pouco da vala comum da maior parte das biografias de jogadores, que só buscam o que é interessante para o biografado”, conta o autor.

Wladimir revela que sua admiração por Serginho vem desde antes de se tornar jornalista. “Eu o olhava com carinho e ao mesmo tempo pensava, ‘como pode um jogador desse atuar no São Paulo? Um clube que se dizia exemplo de tudo?’ Ele sempre me despertou um sentimento diferente”, diz.

No livro, há depoimentos de Pelé, Casagrande, Sócrates, entre outros. Wladimir falou com amigos do ex-jogador, mas não esqueceu de ir atrás dos inimigos também. Conversou com o ex-zagueiro Edinho, que fez parte do grupo, junto com Serginho, da seleção que encantou o mundo em 1982. Os dois tiveram algumas brigas. O jornalista falou também com o companheiro de profissão, Gilvan Ribeiro, alvo de uma cabeçada do então técnico do Santos que lhe renderam sete pontos no supercílio após um clássico contra o Corinthians.

Apesar das confusões em que se meteu, Serginho, garante Wladimir, “é um cara simples, de coração enorme. Se um menino vier pedir esmola para ele, ele pega o menino e leva para comer em um restaurante”, conta o autor. “Ele frequenta até hoje o Cruz da Esperança, clube da Casa Verde, bairro onde nasceu e deu seus primeiros chutes. Está sempre na região”.

Ídolo de Santos e São Paulo, Serginho nasceu palmeirense e seu jogador predileto era César Maluco, outro atleta marcado por polêmicas. Mas, para saber dessas e outras histórias, como a da prostituta Fátima, que Serginho levou para morar com ele e diz ser uma das mulheres que mais amou, só lendo o livro.

“Está tudo lá. Não teve uma história que descobri que o Serginho tenha falado para não escrever. Quando perguntava alguma coisa para ele, sempre dizia ‘pode pôr ai’”, garante Wladimir. Com essa promessa, o livro é mais que aguardado. Tanto pelos amigos como pelos inimigos do artilheiro indomável.

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